Planalto avalia delegado que investigou mensalão tucano para direção da PF 

Paulo Gustavo Maiurino, que já atuou no mensalão como delegado, desponta como favorito neste momento para ocupar a direção-geral da Polícia Federal

Basília Rodrigues é colunista e comentarista da CNN Brasil
Basília Rodrigues é colunista e comentarista da CNN Brasil Foto: Divulgação

Basília Rodriguesda CNN

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O secretário de Segurança do Supremo Tribunal Federal, Paulo Gustavo Maiurino, que já atuou no mensalão como delegado, desponta como favorito neste momento para ocupar a direção-geral da Polícia Federal, diante da impossibilidade de Alexandre Ramagem ser nomeado neste momento. A informação é de interlocutores do Planalto que acompanham as sugestões que estão sendo levadas a Bolsonaro de perto.

Em 2006, Maiurino participou da investigação do chamado “mensalão mineiro”, que apurou crimes de caixa 2 na campanha de reeleição do tucano Eduardo Azeredo ao governo de Minas Gerais. Ele foi chefe da PF na fronteira do Rio Grande do Sul por quatro anos e também comandou investigações contra o crime organizado e crime contra o sistema financeiro, em São Paulo, estado onde chegou a atuar como subsecretário de Segurança Pública. No currículo, há ainda cargo de chefe da Interpol Brasil e corregedor-geral do Ministério da Justiça.

Apesar de delegado, ele também foi Secretário de Esportes de São Paulo. Era visto como um investigador dentro da pasta contra episódios de corrupção, dizem seus interlocutores.

Entre os fiadores do nome de Maiurino para o comando da Polícia Federal está o presidente do STF, Dias Toffoli. Também o ministro da Defesa, Fernando Azevedo, que já ocupou cargo de assessor especial na suprema corte, tem participado das conversas.

O Planalto avalia que não teria impeditivo em indicar alguém do convívio do próprio STF. Após ataques de Bolsonaro ao ministro Alexandre de Moraes, que barrou a indicação do nome favorito do presidente, há a perceção interna de que está mais difícil prosseguir com a indicação de Ramagem. 

A principal dificuldade é que ninguém quer se sujeitar a um mandato “tampão”, já que Bolsonaro continua a defender a indicação de Alexandre Ramagem, que voltou para o comando da Agência Brasileira de inteligência (Abin) enquanto a situação não é definida. 

Mas a proximidade com o próprio Ramagem tem queimado nomes como o de Alexandre Saraiva, superintendente da PF no Amazonas, e Roland Alexander, delegado que hoje atua dentro da Abin.

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