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    Polícia do DF reforça segurança em Brasília após tentativa de invasão a prédio da PF

    Segurança no hotel onde está hospedado o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reforçada com equipes táticas e a tropa de choque

    Douglas Portoda CNN

    em São Paulo

    A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) informou, nesta segunda-feira (12), que policiais reforçaram a atual em toda a área central de Brasília após manifestantes apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) quebrarem cerca de dez veículos que estavam estacionados em frente ao prédio da Diretoria-Geral da Polícia Federal, na Asa Norte.

    Houve tiros de bala de borracha contra os manifestantes por parte de agentes da PF. Ao menos cinco ônibus foram incendiados.

    O trânsito de veículos na Esplanada dos Ministérios, na Praça dos Três Poderes e em outras vias foi restrito até a mudança de cenário, depois de avaliação de equipe técnica.

    O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), declarou que “a ordem é para prender os vândalos” e que todas as forças policiais do DF estão na rua, incluindo o Batalhão de Operações Especiais (Bope) e o Grupamento Tático Operacional (Gtop).

    Em nota, a Polícia Militar afirmou que o protesto acontece em razão da prisão temporária do cacique José Acácio Serere Xavante, pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). A detenção ocorreu pela suposta prática de condutas ilícitas em atos antidemocráticos pelo prazo de dez dias.

    Segundo a PF, Serere Xavante teria realizado manifestações de cunho antidemocrático em diversos locais de Brasília, notadamente em frente ao Congresso Nacional, no Aeroporto Internacional de Brasília (onde invadiram a área de embarque), no centro de compras Park Shopping, na Esplanada dos Ministérios (por ocasião da cerimônia de troca da bandeira nacional e em outros momentos).

    E ainda em frente ao hotel onde estão hospedados o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSB).

    Ao pedir a prisão temporária, a PGR disse que ele vem se utilizando da sua posição de cacique do Povo Xavante para arregimentar indígenas e não indígenas para cometer crimes, mediante a ameaça de agressão e perseguição de Lula e dos ministros do STF Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso.

    Devido ao caso, a PM reforçou a segurança, com equipe tática e a tropa de choque, onde estão hospedados o presidente eleito e grande parte da equipe de transição do novo governo, após a diplomação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta tarde. O hotel fica a aproximadamente a 1km de distância do local.

    Distância da sede da Diretoria-Geral da Polícia Federal e do hotel onde está hospedado o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva / Reprodução/Google Maps

    Veja a nota na íntegra:

    “Nota Secretaria de Segurança Pública do DF – 12/12 – 22h30

    A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP/DF) informa que as forças de segurança reforçaram a atuação, em toda área central do capital, para controle de distúrbios civis, do trânsito e de eventuais incêndios. As ações começaram em frente ao edifício-sede da Polícia Federal (PF), em decorrência do cumprimento de mandado de prisão, e se estenderam para outros locais da região central.

    Como medida preventiva, o trânsito de veículos na Esplanada dos Ministérios, na Praça dos Três Poderes e outras vias da região central está restrito até nova mudança de cenário, após avaliação de equipe técnica. A recomendação dos órgãos de trânsito é a de que os motoristas evitem o centro da cidade.

    Destacamos, por fim, que as imediações do hotel em que o presidente da república eleito está hospedado tem vigilância reforçada por equipes táticas e pela tropa de choque da Polícia Militar do Distrito Federal.”