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    Políticos ameaçam deixar PDT contra orientação a favor da PEC dos Precatórios

    A pressão para que o partido mude a posição na votação do segundo turno ganhou força após Ciro Gomes, nome do partido para concorrer à presidência da República, anunciar a suspensão da candidatura

    Plenário da Câmara dos Deputados
    Plenário da Câmara dos Deputados Reuters

    Bárbara BaiãoRachel Vargasda CNN

    Brasília

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    Em carta aberta intitulada “Por um PDT que honre suas lutas e raízes”, dois deputados e uma vereadora do partido se dizem dispostos a deixar a sigla caso a orientação da bancada, nesta terça-feira (8), seja para votar favorável à PEC dos Precatórios. O texto aprovado em primeiro turno por 312 votos, na semana passada, recebeu o apoio de 15  integrantes do partido, que seguiram a recomendação da legenda após acordo costurado para que os precatórios pagos a professores fossem priorizados.

    Apesar disso, esses políticos consideram incompatível o apoio dedicado à PEC dos Precatórios, considerada a solução para o governo viabilizar o auxílio Brasil. “É preocupante ver que 62% da bancada do PDT, 31% da bancada do PSB e 25% da bancada do PV votaram a favor dessa PEC do calote. Tais bancadas – se tiverem, de fato, compromisso com a justiça social – tem o dever ético de mudar o voto no segundo turno.”, afirmam em trecho da carta.

    A pressão para que o partido mude a posição na votação do segundo turno ganhou força após Ciro Gomes, nome do partido para concorrer à presidência da República, anunciar a suspensão da candidatura. A insatisfação de Ciro Gomes foi anunciada pelas redes sociais.

    O manifesto é assinado por Duda Salabert, vereadora por Belo Horizonte, e pelos deputados Goura Nataraj (PR) e Túlio Gadelha (PE). Os políticos alegam que a proposta de emenda à Constituição foi construída as pressas e é “cheia de gambiarras” para abrir espaço no orçamento com objetivo de turbinar as emendas de relator e garantir recursos ao fundo eleitoral.

    Os parlamentares ainda questionam o fato de a PEC ter sido aprovada em meio a suspeitas de pagamento das emendas de relator, consideradas moedas de troca no parlamento para que o governo garanta apoio nas matérias de interesse do Planalto.

    “Nesse sentido, assim como Ciro Gomes suspendeu sua pré-candidatura à Presidência como forma de apelo para que parlamentares do PDT mudem sua posição em relação à PEC dos Precatórios, entendemos que nossa permanência no partido será também repensada caso a bancada do PDT mantenha os votos favoráveis à PEC dos Precatórios”, afirma o documento.

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