Por sabatina, Flávio Bolsonaro costura almoço de Bolsonaro com Alcolumbre

CNN apurou que a ideia é que o presidente e o senador almocem nesta quinta-feira (14), em Brasília

Alcolumbre disse a aliados que pretende segurar a análise do nome de André Mendonça até 2023
Alcolumbre disse a aliados que pretende segurar a análise do nome de André Mendonça até 2023 Foto: Adriano Machado/Reuters

Thais Arbex

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Diante das indicações do senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, de que não vai destravar a sabatina de André Mendonça e de que pretende segurar a análise do nome do ex-chefe da AGU (Advocacia-Geral da União) até 2023, o senador Flávio Bolsonaro está costurando um encontro do pai, o presidente Jair Bolsonaro, com Alcolumbre. A CNN apurou que a ideia é que os dois almocem nesta quinta-feira (14), em Brasília.

De acordo com relatos feitos à CNN, no entanto, a conversa ainda não está confirmada por conta das últimas declarações de Bolsonaro a respeito de Alcolumbre. O senador tem dito a pessoas próximas que não adianta interlocutores do presidente atuarem por uma aproximação nos bastidores e ele, em público, fazer ataques ao chefe da CCJ.

Nesta quarta (13), por exemplo, Bolsonaro disse à CNN que Alcolumbre “age fora das quatro linhas da Constituição”. Na segunda (11), segundo a CNN apurou, o senador já havia mostrado incômodo com as falas do presidente no fim de semana. Em almoço com Flávio, na casa do filho mais velho de Bolsonaro, Alcolumbre disse que o presidente deveria se retratar.

“Três meses lá no forno o nome do André Mendonça. Quem não está permitindo é o Alcolumbre, uma pessoa que eu ajudei na eleição dele. Depois pediu apoio para eleger o (Rodrigo) Pacheco (DEM-MG) (presidente do Senado), e eu ajudei. Teve tudo que foi possível durante dois anos comigo. De repente ele não quer o André Mendonça”, afirmou Bolsonaro no domingo (10).

Como mostrou a CNN, depois de o ministro Ricardo Lewandowski, do STF (Supremo Tribunal Federal), negar, na segunda-feira (11), um pedido para obrigar o Senado a marcar a sabatina de André Mendonça, Alcolumbre disse a aliados que pretende segurar a análise até 2023.

Na prática, Alcolumbre trabalha para que a indicação de Mendonça perca validade e a cadeira na corte seja ocupada por indicado no próximo mandato presidencial.

Mendonça foi indicado há três meses pelo presidente Jair Bolsonaro para ocupar a vaga aberta com a aposentadoria de Marco Aurélio Mello.

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