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    Posse de Barroso dá espaço à plateia LGBT, negra e feminina

    Novo presidente do STF afirma que defesa dos direitos de minorias deveria ser entendida como humana e não somente progressista

    Luis Roberto Barros tomou posse como ministro do STF na sexta-feira (29)
    Luis Roberto Barros tomou posse como ministro do STF na sexta-feira (29) Fellipe Sampaio/SCO/STF

    Basília Rodriguesda CNN

    A posse do ministro Luís Roberto Barroso como presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), e de Edson Fachin como vice, reuniu defensores dos direitos de pessoas negras, mulheres e também do casamento homoafetivo. É uma demonstração da visão mais plural de mundo que o novo comando da Corte deve adotar.

    Entre os convidados, o Diretor-Presidente da Aliança Nacional LGBTI, Toni Reis, que tirou da bolsa uma bandeira com as cores do arco-íris na hora da foto com o ministro após uma longa fila de cumprimentos.

    Ao abraçá-lo, Barroso perguntou sobre o marido de Toni, David Harrad. Os dois têm histórico reconhecido na luta pelos direitos dos gays, como na adoção de filhos por casais homoafetivos.

    “Barroso sempre foi muito gentil. Agora temos um ministro, presidente ‘bandeiroso’. Ele está conosco nessa luta”, disse. Em 2011, o pedido que provocou o STF a reconhecer o casamento entre pessoas do mesmo gênero foi proposto Barroso, ainda advogado.

    Em outro ponto do plenário, ativistas negros também comemoraram a chegada de Barroso ao comando do STF: José Vicente, advogado e reitor da Universidade Zumbi dos Palmares; a filósofa Djamila Ribeiro; Preto Zezé, dirigente da Central Única das Favelas (Cufa); e Edilene Lobo, primeira mulher negra a ser ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

    A estreia de Edilene Lobo na corte eleitoral também aconteceu nesta quinta-feira (28). À CNN, a magistrada disse estar na expectativa da escolha de mais ministras negras no Judiciário.

    “O ministro Barroso magnetiza ao realçar o que transborda de urgência nesse país, quando o assunto envolve o direito de maiorias minorizadas pelo esquecimento: que o verbo constitucional mandou igualar e tratar a todas as pessoas com o mesmo respeito e consideração”, destacou.

    Outra imagem que também chamou atenção foi a presença das únicas mulheres que até hoje ocuparam assento no Supremo Tribunal Federal: Ellen Grace, Carmen Lúcia e Rosa Weber, que se aposenta na próxima segunda-feira (2).

    No discurso, Barroso defendeu mais participação de mulheres nos tribunais, com critérios de promoção que levem em conta a paridade de gênero e, também, aumentar a diversidade racial.

    Comumente apontado como um ministro de ideais progressistas, em seu discurso de posse, o presidente Roberto Barroso ressalvou que defender os direitos das minorias é uma questão humanitária. “A quem ache que todas essas causas são causas progressistas. Não são. Essas são as causas da dignidade humana”, disse.

    Veja também: O discurso e as explicações do ministro Barroso