Presidente da bancada evangélica na Câmara defende gesto de Bolsonaro a pastores do Nordeste

Evangélicos são eleitorado chave para Bolsonaro neste segundo turno. Presidente da bancada evangélica acredita que religiosos devem repetir tamanho de apoio de 2018

Basília Rodrigues, da CNN, em São Paulo
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O presidente da bancada evangélica na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante, afirmou à CNN Brasil que acredita que Jair Bolsonaro (PL) teve mais votos de religiosos no primeiro turno do que as pesquisas identificaram.

Para o líder evangélico, o presidente da República somou 70% dos votos evangélicos e deve chegar a 80% no segundo turno, mesmo patamar alcançado nas eleições de 2018, segundo sua análise.

Mesmo com a avaliação positiva, Cavalcante afirma que Bolsonaro irá fazer esforços para manter favoritismo entre os evangélicos. Objetivo é trabalhar a pauta bolsonarista com pastores do Nordeste brasileiro, região que deu ampla vitória a Lula. "Bolsonaro deve fazer política, precisa procurar as pessoas, ir até os eleitos, como os governadores eleitos", avaliou.

Outras lideranças evangélicas ouvidas pela CNN defenderam mudanças no marketing de campanha e que Bolsonaro calce as "sandálias da humildade", já que terá poucas semanas para buscar apoio de quem não esteve com ele no primeiro turno.

"Se você não gosta do Bolsonaro, é um direito seu. Mas nada justifica votar em Lula", pregou um dos deputados pastores que está com Bolsonaro na campanha.

No segundo turno, Bolsonaro terá o mesmo tempo de propaganda eleitoral no rádio e na TV do que Lula, ao contrário do primeiro turno em que o ex-presidente da República somou mais tempo de campanha porque reúne o maior número de partidos aliados.