Presidente do INSS fala à CNN sobre crédito consignado do Master; veja
Presidente do INSS, Gilberto Waller, comentou a suspeita de irregularidade em mais de 250 mil contratos, que podem ser rescindidos e o valor devolvido aos aposentados
Em entrevista à CNN, o presidente do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), Gilberto Waller, afirmou que estão sendo analisados mais de 250 mil contratos de empréstimos consignados viabilizados pelo Banco Master, que apresentam indícios de irregularidades. A instituição financeira tem 15 dias, a partir de 26 de janeiro, para apresentar documentação comprobatória da autenticidade desses contratos.
Segundo Waller, o acordo de cooperação técnica com o Banco Master venceu em agosto do ano passado e não foi renovado devido ao alto número de reclamações. "Havia várias denúncias sobre vários tipos de fraude que os nossos segurados nos relatavam. E a gente suspendeu", explicou.
Desde novembro, após a liquidação do banco, o INSS bloqueou qualquer tipo de repasse à instituição. "Nós bloqueamos esse dinheiro para poder assegurar para o nosso aposentado e pensionista a regularidade da situação", afirmou Waller. Caso o Banco Master não apresente a documentação necessária no prazo estipulado, os contratos serão rescindidos e os valores bloqueados, cerca de R$ 2 bilhões, retornarão aos aposentados e pensionistas.
Ressarcimento de descontos indevidos
Durante a entrevista, Waller também anunciou a prorrogação do prazo para que aposentados e pensionistas solicitem a devolução de valores referentes a descontos indevidos. O prazo inicial terminaria em 14 de fevereiro, mas foi estendido até 20 de março devido a problemas no sistema e uma paralisação prevista para os dias 28, 29 e 30 de fevereiro.
De acordo com o presidente do INSS, 6,2 milhões de pessoas abriram processo para reclamar dos descontos indevidos. Desse total, quatro milhões já fizeram adesão ao acordo, resultando no pagamento R$ 2,8 bilhões. Ainda há 800 mil pessoas aptas a fazer adesão ao acordo de ressarcimento.
Críticas à Crefisa
Waller também comentou sobre a relação do INSS com a Crefisa, que está bloqueada de fazer consignados desde julho do ano passado.
Segundo o presidente do INSS, a Crefisa oferecia benefícios aos aposentados e pensionistas, como antecipação de crédito, mas com taxa de juros muito mais alta do que o crédito consignado.
Segundo ele, a instituição também não oferecia condições adequadas de atendimento aos aposentados e pensionistas, que enfrentavam filas no sol e na chuva, além de não disporem de caixas automáticos e atendimento pessoal suficiente. Ele ressaltou que o INSS só permitirá o retorno das operações quando houver garantias de instituição na forma que tratará os aposentados e pensionistas.


