‘Presidente não pode ficar sendo ameaçado pelo STF’, diz deputado bolsonarista

Para Coronel Tadeu (PSL-SP), Jair Bolsonaro tem a legitimidade de 57 milhões de pessoas que o elegeram para se posicionar sobre a tensão entre os três Poderes

Murillo FerrariElis Francoda CNN

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Em entrevista à CNN, o deputado federal Coronel Tadeu (PSL-SP) afirmou nesta segunda-feira (8) que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) foi muito contundente em seus discursos no 7 de Setembro, tanto em Brasília quanto em São Paulo, porque não pode sofrer ameaças do Supremo Tribunal Federal (STF).

“O presidente Bolsonaro foi muito contundente – e tinha que ser mesmo – porque ele representa 57 milhões de pessoas e precisa resolver esse problema. Ele não pode ficar nos próximos 18 meses sendo ameaçado de uma forma torpe pelo STF nas suas ações até o final do seu primeiro mandato”, disse o parlamentar, ao avaliar as falas do presidente nos atos em Brasília e em São Paulo.

“Essa tensão entre os três Poderes não deveria acontecer, mas infelizmente não é nem o presidente que está indignado, é a população brasileira – e algo precisa ser feito”, continuou, explicando que Bolsonaro agiu, portanto, como um porta-voz do povo em relação a decisões do Supremo.

“Minha recomendação, e o que eu sempre falo, é que isso deveria ser resolvido no diálogo, mas até agora não foi possível. O presidente Bolsonaro, usando da sua legitimidade, vai tentar dar um basta nesta situação – de um jeito ou de outro.”

Canais de diálogo

Tadeu disse esperar que outras forças políticas em Brasília, como os presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), além de próprios ministros do STF deem o primeiro passo para amenizar a situação.

“Vamos ver quem vai ser o protagonista porque já passou dos limites. Temos vários atores, temos Rodrigo Pacheco, que até onde eu vi não falou nada. Temos o presidente da Câmara, Arthur Lira, que é um bom interlocutor e pode ser o protagonista dessa conversa, e temos o STF – lá não existe hierarquia entre os ministros, todos podem tomar iniciativa”, afirmou.

“Eu estou aguardando para ver se algum vai ter coragem de tomar essa iniciativa. Porque o convite já foi feito – de uma forma muito ríspida, porque já foi tentando de forma mais cordata. Torço para que essas pessoas possam começar a promover uma reunião.”

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