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    Preso por ameaça de bomba no DF estava em reunião do Senado sobre eleições de 2022

    Imagens da sessão mostram George Washington de Oliveira Sousa sentado em uma fileira atrás do deputado federal Daniel Silveira (PTB-RJ)

    Renata Souzada CNN

    em São Paulo

    O homem preso no último sábado (24) por montar um artefato explosivo nas proximidades do Aeroporto Internacional de Brasília participou de uma sessão do Senado Federal no último dia 30 de novembro que tratava de políticas eleitorais.

    Na ocasião, a Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor discutia a fiscalização de inserções de propagandas politicas eleitorais, com críticas à atuação do Supremo Tribunal Federal (STF).

    As imagens da reunião mostram George Washington de Oliveira Sousa sentado em uma fileira atrás do deputado federal Daniel Silveira (PTB-RJ).

    Logo após a prisão em flagrante, Sousa chegou a confessar que o ato teve “motivação ideológica”.

    “O que me motivou a adquirir as armas foram as palavras do presidente Bolsonaro, que sempre enfatizava a importância do armamento civil dizendo o seguinte: ‘um povo armado jamais será escravizado’, e também a minha paixão por armas que tenho desde a juventude”, disse, segundo trecho do auto da prisão em flagrante obtido pela CNN.

    O homem afirmou ainda que se deslocou de sua terra natal, o estado do Pará, até Brasília para participar de protestos contrários à eleição do futuro presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

    Durante audiência de custódia realizada no último domingo (25), no entanto, Sousa disse à Justiça que pediu para tirar de seu depoimento as partes que citavam o presidente Jair Bolsonaro (PL) e o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

    “Na delegacia, a única coisa que relatei ao delegado e ele colocou nos autos, colocou duas vezes, que eu estava contra o nome Lula, eleições de Lula. Eu pedi para ele retirar e ele se chateou comigo. Estamos num ato que não é [sobre] eleições de Lula, foram eleições que aconteceu no Brasil. Ele [delegado] colocou também o nome do presidente Bolsonaro que eu também pedi para ele retirar, mas acredito que ele não retirou”, disse George.

    A CNN entrou em contato com a assessoria de imprensa do Senado Federal e aguarda retorno.

     

    *Com informações de Pedro Teixeira e Maria Mazzei, da CNN