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    Prevendo alta de Bolsonaro, PT quer ofensiva para ampliar alianças

    Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fala em buscar MDB, PSD e União Brasil

    Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva
    Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva Andressa Anholete /Reuters

    Renata Agostini

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    Diante do diagnóstico de que a PEC dos Benefícios dará força eleitoral ao presidente Jair Bolsonaro (PL), o PT entende que precisa buscar na ampliação do arco de alianças uma forma de reagir ao avanço do bolsonarismo e resgatar, assim, chances de ganhar a eleição no primeiro turno.

    Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deu a senha em conversa nesta quarta-feira (13) com aliados em Brasília. O ex-presidente falou que era preciso um esforço para buscar o apoio formal de outras legendas e tentar resolver logo a eleição. Segundo relato de dois senadores presentes, Lula citou diretamente MDB, PSD e União Brasil.

    De acordo com o relato desses parlamentares, Lula disse que “sempre gostou” de eleições em dois turnos, mas que, desta vez eleição, com Jair Bolsonaro, via como uma questão “muito delicada” arriscar o segundo turno e que “o ideal” seria resolver logo no primeiro. O risco seria de radicalização de Bolsonaro.

    “Com a Pec Kamizake, vai ter uma alteração em algum percentual a favor de Bolsonaro, que o leva ao segundo turno. Ampliar as alianças é uma necessidade não só da campanha, mas da democracia. Não temos R$ 41 bilhões para jogar na economia. Temos de fazer o contra movimento com a política”, diz o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

    Houve questionamento a Lula sobre a indicação de procurar o União Brasil. E Lula rebateu de pronto, dizendo que Luciano Bivar, presidente da legenda, está rompido há tempos com Bolsonaro e havia oportunidade ali.

    A fala de Lula lida como uma cobrança ao PSD, já que havia no grupo o senador Alexandre da Silveira (PSD-MG) e uma senha para que todos se empenhassem na busca por conversas. Mas Gilberto Kassab, presidente da legenda, tem descartado apoio formal da sigla no primeiro turno, apesar de ter confirmado à âncora da CNN Daniela Lima que indicará seu apoio pessoal a um candidato.

    Na segunda-feira (18) está programado um encontro com emedebistas, na qual deve ser traçada estratégia para tentar fisgar o restante do partido. Além disso, integrantes do PT de São Paulo devem ficar encarregados de tentar pontes com o União Brasil.

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