Prisão de Bolsonaro é perseguição política, diz deputada Carol de Toni
Em entrevista à CNN, a deputada federal questionou os fundamentos da decisão do ministro Alexandre de Moraes e argumentou que provas apresentadas são frágeis para justificar a prisão preventiva do ex-presidente
A deputada federal Carol de Toni (PL-SC) contestou a decisão do ministro Alexandre de Moraes que determinou a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), classificando a medida como "arbitrária" e parte de uma perseguição política. Em entrevista à CNN, a parlamentar questionou os fundamentos apresentados pelo STF (Supremo Tribunal Federal) para justificar a detenção.
De acordo com Carol, os três principais argumentos utilizados na decisão judicial não se sustentam. A deputada contestou especialmente o ponto relacionado à vigília que estava programada em frente à residência de Bolsonaro, argumentando que existe mais de um quilômetro de distância entre a portaria do condomínio e a casa do ex-presidente, além de destacar que manifestações são um direito fundamental garantido pela Constituição.
A parlamentar também questionou os indícios de violação da tornozeleira eletrônica, mencionados na decisão judicial. Segundo ela, se houvesse de fato uma violação à meia-noite e oito minutos, como consta nos altos, não haveria motivo para aguardar até as seis da manhã para efetuar a prisão, já que a situação configuraria flagrante delito e há agente 24 horas por dia em frente à casa de Bolsonaro.
Sobre o argumento relacionado à possível fuga, a deputada afirmou que Bolsonaro não poderia ser responsabilizado por ações de terceiros, referindo-se à saída do país de outros investigados, como a deputada Carla Zambelli (PL-SP) e o deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ). "Não há uma previsão no código penal que diga que o Bolsonaro, porque outros fugiram, significa que ele vai fugir também", argumentou.
A deputada também manifestou preocupação com as condições de saúde de Bolsonaro, afirmando que ele apresenta quadro de soluços e vômitos constantes. Carol questionou ainda a determinação para que ele seja levado à Papuda, contrastando com o tratamento dado ao presidente Lula, que ficou na superintendência da PF no Paraná.


