Projeto para compra de vacinas por empresas não deixa furar fila, diz relatora

Celina Leão (PP-DF) argumenta que empresários também precisarão seguir prioridades do PNI na hora de imunizarem funcionários

Produzido por Caio Junqueira, da CNN, em São Paulo

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A deputada Celina Leão (PP-DF), relatora do projeto que flexibiliza as regras para empresas comprarem a vacina contra a Covid-19, aprovado na noite desta terça-feira (6) na Câmara, argumenta que que as novas regras não permitiriam que pessoas “furem fila” nas prioridades de vacinação. Os destaques ainda serão votados.

“O relatório final ficou bem construído. Priorizamos a compra desde que entregue a mesma quantidade ao SUS, ou seja, não existe possibilidade de fular fila. Os empregadores têm que seguir o mesmo critério do Plano Nacional de Imunização (PNI)”, disse.

De acordo com a deputada, os empresários que comprarem imunizantes para vacinar seus funcionários precisarão, além de doar 50% do total adquirido para o SUS, imunizar primeiro os trabalhadores que se enquadrem nas prioridades do PNI, como idosos e pessoas com comorbidades.

Ela afirma também que “nenhuma empresa privada pode comprar de empresas (farmacêuticas)  que venderam ao setor público antes das entregas das doses ao Ministério da Saúde, para não haver concorrência desleal. A expectativa é de que a iniciativa privada possa adquirir as vacinas e possa ajudar o SUS também”, acredita. 

A deputada Celina Leão (PP-DF) (06.abr.2021)
A deputada Celina Leão (PP-DF) (06.abr.2021)
Foto: Reprodução/CNN

A deputada comentou também a diferença para a lei em vigor, aprovada há apenas um mês. “O primeiro projeto aprovado pelo Senado e Câmara tinha uma trava legislativa, ele só permitia a compra pelo privado depois da imunização do grupo prioritário. Isso impedia que o privado comprasse imediatamente a vacina. Nosso projeto retira essa trava”. 

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