Próxima semana da CPI vai focar em vacinas, diz senador suplente da comissão

Alessandro Vieira disse que ficou clara a “imposição” em insistir com o uso de medicamentos sem comprovação científica para o tratamento da Covid-19.

produzido por Rudá Moreira, na CNN em Brasília

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A segunda semana de trabalhos da CPI da Pandemia vai focar em vacinas. É o que diz o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), suplente da comissão e líder do partido no Senado Federal. A CPI ouvirá Antonio Barra Torres, diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e os representantes do Instituto Butantan, Fiocruz e Pfizer.

“O tema das vacinas será mais focado nessa próxima semana por questão cronológica. Mandetta e Teich, [ouvidos esta semana], lidaram pouco com isso. Teich começou as tratativas com a Oxford, já com Pazuello tivemos ação mais direta”.

Vieira também fez um balanço dos primeiros dias de audiência da CPI, e disse que, pelos depoimentos, ficou caracterizada a “imposição” do governo federal em insistir no uso de medicamentos sem comprovação científica para o tratamento da Covid-19.

“Está claro a imposição e insistência em medidas que não têm consenso na ciência mundial pelo governo federal. A interferência de Bolsonaro é clara. Quando se tem insistência em medicamentos que a ciência já abandonou e quando se combate medidas de isolamento e uso de máscaras, isso prejudica a saúde pública brasileira. Precisamos estabelecer a cadeia de comando e depois entender os problemas de gestão na condução da pandemia”, disse o senador.

“Bolsonaro não entendeu que não é mais o ‘tiozão do zap’ nem um deputado irresponsável do baixo clero. Toda ação que ele adota afeta o Brasil.”

Profissional da saúde com doses da vacina Pfizer
Profissional da saúde com doses da vacina Pfizer; imunizante começou a ser distribuído no Brasil no início de maio
Foto: Divulgação/Ministério da Saúde

Publicado por Leonardo Lellis

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