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    PSD e MDB pressionam senadores para evitar traições na eleição do Senado

    Presidentes dos partidos tentam convencer os congressistas a seguirem a orientação partidária

    Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa
    Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa Pedro França/Agência Senado/10.mar.2022

    Gabriel HirabahasiTainá Farfanda CNN Em Brasília

    Dirigentes do PSD e do MDB têm atuado internamente para evitar que senadores dos partidos votem no senador eleito Rogério Marinho (PL-RN).

    Segundo fontes do Senado ouvidas pela CNN, líderes das duas legendas mapearam alguns senadores que se mostraram dispostos a votar no candidato bolsonarista e têm tentado convencê-los a votar no atual presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

    Em seu próprio partido, Pacheco enfrenta uma ala minoritária de senadores que se posicionaram a favor de Marinho. O líder da sigla no Senado, Nelsinho Trad (PSD-MS), é um deles. A bancada do partido no Senado conta, atualmente, com 16 senadores.

    Por isso, de acordo com essas fontes ouvidas pela CNN, o presidente do PSD, Gilberto Kassab, tenta evitar as traições e convencer os congressistas a seguirem a orientação partidária, inclusive com possíveis sanções.

    O mesmo acontece no MDB. Alguns senadores pró-Marinho já foram identificados pela cúpula do partido e vêm sofrendo pressão para que votem em Pacheco. Os poderes que os partidos detêm –como a decisão sobre indicações a comissões, relatorias e posições de poder no Congresso– vêm sendo colocados na mesa nessa pressão.

    A eleição para a presidência do Senado será realizada nesta quarta-feira (31). Pacheco é o favorito para ser reeleito, nas contas de parlamentares. Aliados do senador estimam que ele tenha cerca de 50 votos.

    Por outro lado, Rogério Marinho conta com o apoio de congressistas mais identificados com o bolsonarismo e vêm buscando apoios individuais de senadores de partidos que vão apoiar a reeleição do presidente do Senado. Nas contas de aliados do ex-ministro de Bolsonaro, a disputa está acirrada e praticamente empatada na reta final de campanha.