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    PT avalia que Lula unifica partidos, mas esquerda segue dividida

    O vice-presidente nacional do PDT, André Figueiredo, disse que “Ciro será candidato de qualquer jeito”

    O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em São Bernardo do Campo
    O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em São Bernardo do Campo Foto: Danilo M Yoshioka/Futura Press/Estadão Conteúdo

    Caio Junqueirada CNN

    A cúpula do Partidos dos Trabalhadores avaliou que a eventual candidatura do ex-presidente Lula a presidente deverá unificar a esquerda e enfraquecer nomes deste campo político que vinham tentando se consolidar para 2022.

    Segundo dirigentes da sigla, nomes como Ciro Gomes (PDT) e Gulherme Boulos (PSOL) tenderiam a retirar seus nomes caso Lula seja candidato. O PCdoB também tenderia a fechar com Lula. E o partido deflagraria uma operação para atrair o PSB.

    Além disso, a avaliação é a de que a decisão reposiciona Lula no jogo em um momento em que o país já não o considerava mais como alternativa política em uma eleição presidencial. Petistas dizem que Lula tem interesse sim em se candidatar e que a forma como ele voltaria ao jogo político –a anulação de sentenças de corrupção — seria um ativo importante contra as acusações de corrupção.

    O vice-presidente nacional do PDT, André Figueiredo, disse que “Ciro será candidato de qualquer jeito”. O presidente do PSOL, Juliano Medeiros, disse que “O PSOL vai trabalhar ao longo do ano de 2021 pela unidade das esquerdas”. “Antecipar o debate sobre nomes pode mobilizar a militância dos partidos, e é legítimo, mas não ajuda na construção de uma saída comum. Não é hora de discutir nomes, e sim projetos”, afirmou.