PT condena ataque dos EUA à Venezuela e captura de Nicolás Maduro

Operação militar ocorreu na madrugada deste sábado (3) no país sul-americano

Gabriela Piva, da CNN Brasil, São Paulo
O presidente da Venezuela Nicolás Maduro  • 15/09/2025REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria
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O PT (Partido dos Trabalhadores) condenou a operação militar dos Estados Unidos na Venezuela na madrugada deste sábado (3), assim como a captura do presidente Nicolás Maduro.

"O Partido dos Trabalhadores (PT) condena veementemente a agressão militar dos Estados Unidos da América contra a República Bolivariana da Venezuela e seu povo. Diante dos fatos divulgados, o ato se caracteriza como um sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama", diz o comunicado.

"Em nota anterior, o PT já havia manifestado profunda preocupação com a escalada do conflito, o qual tem motivações políticas e econômicas, e alertado para os graves riscos à estabilidade regional", completa.

O PT ainda afirmou que o conflito representa "uma séria preocupação para o Brasil" por compartilhar cerca de dois mil quilômetros de fronteira com a Venezuela. "A América Latina deve permanecer como uma zona de paz", pontua.

Para o partido, o histórico da política externa brasileira "sustenta solução pacífica das controvérsias, a não intervenção e o respeito à soberania como fundamentos da convivência internacional".

"Assim, reiteramos que a soberania dos povos, a solução pacífica das controvérsias e o respeito ao direito internacional constituem princípios centrais da política externa do Partido dos Trabalhadores e caminhos indispensáveis para a preservação da paz e da estabilidade na América Latina", finaliza a nota.

A declaração foi feita após o presidente Donald Trump confirmar a captura de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, durante uma operação militar de grande escala realizada em território venezuelano na madrugada de hoje.

O senador republicano Mike Lee afirmou conversar com o Secretário de Estado Marco Rubio, que a finalidade da operação militar e da captura foi justamente garantir que Maduro responda por esses crimes em solo americano.