PT estuda federação partidária com PSB, PCdoB, PSOL e PV

Resolução aprovada prevê nova análise sobre o assunto em fevereiro de 2022

As federações partidárias foram aprovadas pelo Tribunal Superior Eleitoral para as eleições de 2022
As federações partidárias foram aprovadas pelo Tribunal Superior Eleitoral para as eleições de 2022 Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado (12.mai.2016)

Leandro Resende

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Em reunião realizada nesta quinta-feira (16), o Diretório Nacional do PT decidiu abrir conversas para criar uma federação partidária com o PSB, PCdoB, PSOL e PV. A proposta foi apresentada pela presidente do partido, Gleisi Hoffmann. As federações partidárias foram aprovadas pelo Tribunal Superior Eleitoral para as eleições de 2022 e permitem que dois ou mais partidos se unam para atuar como uma só agremiação política nas eleições e na legislatura, devendo permanecer assim por um período mínimo de quatro anos. O partido volta a discutir o assunto em fevereiro de 2022.

As federações têm natureza permanente, precisam ser formadas por partidos com afinidade programática. Se alguma legenda deixar a federação antes do prazo, sofre punições, como a proibição do uso do fundo eleitoral. Ao contrário das coligações, que são estaduais e podem variar de um estado para outro, as federações devem ter abrangência nacional.

A reunião foi realizada um dia depois de o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin deixar o PSDB. Ele é cotado para vice na chapa do ex-presidente Lula nas eleições do ano que vem, e tem convite do PSB.

A resolução do PT vem dois dias depois de a âncora da CNN Daniela Lima revelar que o impasse do partido em iniciar o debate afetou a relação com o PSB.

Em comunicado, o PT informou que a Comissão Executiva Nacional do Partido irá conduzir os diálogos para criação da federação a partir de um debate de um programa único entre as legendas.

À CNN, o presidente do PT no Rio de Janeiro, João Maurício, ponderou que a formação de uma federação partidária precisa ser discutida tendo como base

o programa dos partidos e reconhecendo a “gravidade do momento político” do país. “A federação vai ser boa em um estado, pode ser ruim eleitoralmente em outro. Mas estamos numa situação de anormalidade, o que aconteceu ontem com o Ciro Gomes é grave, por exemplo. Precisamos de uma frente ampla no país”, afirmou.

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