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    Não sei se aliança de Alckmin com Lula será assimilada pelos eleitores, diz Aécio

    Ex-governador de São Paulo deixou o PSDB após 33 anos enquanto seu nome é especulado em uma aliança à Presidência da República com o PT

    Douglas Portoda CNN

    em São Paulo

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    O deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) afirmou, nesta quarta-feira (15), em entrevista à CNN, que será de difícil compreensão para os eleitores do ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (sem partido) uma aliança com ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência da República nas eleições de 2022.

    “Para mim é difícil compreender que Geraldo não está ao nosso lado viabilizando uma terceira via, que precisará do esforço de todos. No momento em que se especula sua saída para apoiar uma candidatura do PT, eu acho que isso será de difícil compreensão para boa parte dos eleitores de Geraldo Alckmin. Por que no que essa candidatura de Lula se diferencia das anteriores que nós tanto combatemos?”, refletiu Aécio.

    Alckmin deixou o PSDB nessa quarta-feira após passar 33 anos na legenda. O ex-governador ainda não anunciou sua nova sigla, mas uma ida para o PSB mostraria uma proximidade com o projeto de ser vice de Lula, segundo o analista de política da CNN Gustavo Uribe.

    Aécio, por sua vez, classificou a saída como uma perda para o partido e para o próprio Alckmin. “Recebi um telefonema dele hoje muito atencioso, dizendo que deixava o PSDB após 33 anos, mas que não deixava os amigos que construiu ao longo de toda uma vida, e eu certamente sou um deles”, declarou.

    Aécio diz que candidaturas de Doria e Moro inviabilizam terceira via

    Para Aécio, a força do governo de São Paulo dividiu o PSDB nas prévias em que o governador João Doria saiu vencedor. Ele avalia que tanto sua candidatura, quando a do ex-juiz e ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro (Podemos), inviabilizam a força de uma terceira via e elevam a polarização.

    “Nós temos duas candidaturas que hoje bloqueiam o crescimento da terceira via e atendem à polarização. Uma delas é exatamente a do Doria, que vem com uma enorme rejeição, isso é conhecido, e com muito pouca capacidade de fazer aliança”, analisou Aécio.

    “E a outra, que tem todo direito de disputar as eleições, mas nos preocupa é do ex-juiz e ex-ministro Sergio Moro. Ele parte de um piso mais elevado do que os outros candidatos da terceira via, mas tem um teto muito baixo. Já que a rejeição de ambos, Doria e Moro, equivale a rejeição do Bolsonaro”, concluiu.

    Na pesquisa Ipec divulgada na última terça-feira (14), no cenário com 12 candidatos, Moro aparece na terceira colocação com 12% das intenções de voto. Já Doria está em sexto com 2%.

    No cenário com cinco candidatos, Moro permanece em terceiro, com 8% e Doria em quinto, com 3%.

    A pesquisa foi realizada entre os dias 9 e 13 de dezembro, e entrevistou 2.002 pessoas em 144 cidades brasileiras.

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