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    PT tenta atenuar irritações sobre orçamento secreto com o Centrão

    Linha que o PT busca adotar é a de que o partido nada tem a ver com a análise das ações sobre o orçamento secreto no STF

    Gabriel Hirabahasida CNN

    em Brasília

    Integrantes do PT passaram a atuar nos últimos dias para atenuar irritações vindas de lideranças do Centrão na Câmara dos Deputados por causa do julgamento sobre o orçamento secreto e evitar problemas na votação da PEC do Estouro.

    Deputados petistas ouvidos pela CNN disseram que passaram a receber reclamações de colegas de Câmara em relação ao julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), que pode, eventualmente, acabar declarando as emendas de relator (que ficaram conhecidas como orçamento secreto) inconstitucionais.

    Apesar da expectativa de líderes do Centrão ouvidos pela CNN sob reserva é de que o STF não vá declarar a inconstitucionalidade completa do dispositivo, deputados das siglas que compõem a base de apoio a Jair Bolsonaro (PL) passaram a manifestar insatisfação com o momento em que o julgamento se dá.

    A linha que o PT busca adotar é a de que o partido nada tem a ver com a análise das ações e que não há nenhuma interferência do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do partido no caso.

    O deputado José Guimarães (PT-CE), um dos petistas com maior interlocução junto ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), se reuniu com Lira na quarta-feira (7) para discutir o assunto.

    Petistas acreditam que as queixas de lideranças do Centrão com o julgamento (algumas públicas e outras por meio de declarações sob reserva) têm o intuito de pressionar o PT a buscar, junto a ministros do STF, amenizar o resultado do julgamento. Isso, segundo deputados do partido ouvidos pela CNN, não deve acontecer.

    Um diálogo direto de Lula com Lira não está descartado. Os dois se reuniram em Brasília no fim de novembro para discutir a PEC do Estouro.

    A proposta, aprovada no Senado na noite de quarta-feira (7), agora seguirá para a Câmara. A expectativa do governo eleito é de que o texto seja analisado pelos deputados na semana que vem e promulgado em seguida.