Quaest: 64% concordam com taxar mais ricos para compensar isenção do IR
Levantamento ouviu 2.004 pessoas, entre 2 e 5 de outubro; margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos

São 64% aqueles que concordam em aumentar os impostos dos mais ricos no país para compensar a isenção do IR (Imposto de Renda) de quem ganha até R$ 5.000 por mês, aponta pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (8).
O mesmo levantamento mostra que outros 29% discordam em relação à compensação. Outros 6% se disseram indecisos ou não responderam, e 1% disse não concordar nem discordar com a mudança tributária.
Na outra ponta, os que discordam de taxar os mais ricos para arcar com a medida caíram, saindo de 31% em março, para 34% em julho e em chegando aos 29% de hoje.
O tema é relacionado ao projeto de lei do governo federal. Hoje, estão isentos aqueles com renda tributável de dois salários mínimos, o equivalente a R$ 3.036 mensais.
O projeto, que foi aprovado por unanimidade na Câmara há cerca de uma semana, segue agora para o Senado e propõe que a compensação da falta de arrecadação com os tributos seja corrigida com uma cobrança de 10% para quem recebe mais de R$ 600 mil por ano — ou R$ 50 mil a cada mês.
O Ministério da Fazenda estima que o grupo com o rendimento tributário descrito seja composto por cerca de 140 mil pessoas no Brasil. Em entrevista à CNN, o relator do projeto na Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL), afirmou que os cidadãos que se encaixam nessa classificação não poderiam ser classificados como "super-ricos".
Agora, o projeto será analisado no Senado e, caso sancionado até o fim do ano, passaria a valer a partir de 2026.
A pesquisa ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, presencialmente, entre os dias 2 e 5 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.


