Queiroga diz que Saúde não tem 'vara de condão para resolver todos os problemas'

Segundo o ministro, a logística na entrega de vacinas contra a Covid-19 precisa ser melhor coordenada

Marcela Monteiro, da CNN, no Rio de Janeiro
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O Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, passou a manhã dessa sexta-feira, 9, cumprindo uma série de compromissos na Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz), na zona norte do Rio de Janeiro. 

Questionado sobre a suspensão da vacinação contra a Covid-19 em algumas capitais do Brasil, Queiroga afirmou que “não tem vara de condão para resolver todos os problemas". "A gente trabalha todos os dias para trazer soluções para a população brasileira”, disse. 

Segundo Queiroga, os atrasos na entrega de vacinas fazem parte de um problema mundial. Para o ministro, no país, a logística precisa ser melhor coordenada. E, para ele, isso seria uma responsabilidade conjunta com outras autoridades, e não apenas do ministro da saúde.

No começo desta sexta, Queiroga tomou café com a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade, e outros profissionais da Fundação. Visitou o espaço onde as vacinas contra o coronavírus são produzidas e a unidade de apoio ao diagnóstico da Covid-19. Objetivo era conhecer as ações realizadas para o enfrentamento da pandemia do novo coronavírus.

Depois de uma reunião, ele participou de um evento para a assinatura de um memorando de interesse científico e tecnológico entre a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e a Fiocruz.

O objetivo é produzir conhecimento e formular propostas para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS). Além de contribuir para solucionar os graves problemas surgidos em decorrência da pandemia.

“Há cerca de 1 ano a Unifesp [Universidade Federal de São Paulo],  a Fiocruz e o Ministério da Saúde se juntaram para desenvolver vacinas. Começou com pesquisas. Parceria com a universidade de Oxford e depois com o laboratório AstraZeneca. Esse sonho hoje é realidade. Já começamos a distribuir as vacinas e esse ritmo agora começa a aumentar", disse o ministro

Frascos com a vacina CoronaVac
Frascos com a vacina CoronaVac
Foto: Amanda Perobelli/Reuters (22.jan.2021)

Produção nacional de insumos

Sobre a produção de IFA (ingrediente farmacêutico ativo) nacional, a expectativa é que isso seja uma realidade nos próximos meses. O diretor de Bio-Manguinhos, Maurício Zuma, garante que já estão finalizando as adequações nas instalações.

“Esperamos que a Anvisa, na última semana de abril, possa nos conceder as condições técnico operacionais. Só depois podemos manipular agentes biológicos nessa área. Então, em maio, junho, devemos estar iniciando a produção de IFA nacional. Teremos que fazer uma alteração de registro também. Hoje o registro definitivo consta IFA produzido na China. Expectativa é em setembro, outubro, receber autorização para liberar essas doses para Ministério da Saúde", explicou Queiroga.  

No mês de abril, a Fiocruz entregou mais de 18 milhões de doses da vacina de Oxford. Em maio, a Fundação acredita que vai ultrapassar a marca de 20 milhões. A meta do Ministério da Saúde é conseguir um milhão de doses diárias.