‘Querem impor um cenário de terror’, afirma vice-presidente do Senado

Veneziano Vital do Rego criticou a suposta ameaça do general Braga Netto caso as eleições de 2022 não tiverem voto impresso

Senador Veneziano Vital do Rego
Senador Veneziano Vital do Rego Foto: Jane de Araújo/Agência Senado

Basília Rodriguesda CNN

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 O vice-presidente do Senado, Veneziano Vital do Rego (MDB-PB), afirmou à CNN que o presidente Jair Bolsonaro e aliados querem impor um cenário de medo na população ao levantar suspeitas sobre o sistema eleitoral.

“Estão preocupados com a volta de Lula e de qualquer outro que inflija riscos a sua reeleição. Isso não significa que nós arrefeceremos nossas energias para insinuosas manifestações. Eles querem impor um cenário de terror, de medo, de intimidação, ao tempo que criam marcas inverídicas sobre outras instituições”, disse sobre as manifestações do governo contra integrantes do Supremo Tribunal Federal e do parlamento.

 

O ministro da Defesa, general Braga Netto, teria dito, dentro do Palácio do Planalto que as eleições no ano que vem só vão acontecer com voto impresso. A suposta ameaça, ouvida por mais de uma pessoa, foi publicada pelo jornal Estado de São Paulo e confirmada pela CNN.

Bolsonaro marcou para quinta-feira da semana que vem a data de apresentação do que considera como prova de que houve fraude nas eleições de 2014, em que a ex-presidente Dilma Rousseff venceu de Aécio Neves. Ao mesmo tempo, governistas têm intensificado conversas para que o texto da PEC do Voto Impresso não morra na comissão especial que discute o assunto e tenha chances de ser votado em plenário.

Para o vice-presidente do Senado, o resultado da votação, qualquer que seja, colabora com a retórica de fraude nas eleições. “A não aprovação do voto impresso já seria vitória por que ele (Bolsonaro) utilizará esse discurso falso para insidiar de maneira evidente a população”, avalia.

Procurado, o Planalto não se manifestou. Nesta quinta-feira, o ministro da Defesa, Braga Netto, negou ameaça às eleições e afirmou que a discussão sobre o voto impresso é legítima.

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