Ramagem diz que suas postagens no X não refletem seu pensamento real

ex-diretor da Abin depõe nesta segunda-feira (9) ao Supremo Tribunal Federal

Davi Vittorazzi e Maria Clara Matos, da CNN, Brasília e São Paulo
Compartilhar matéria

O deputado federal e ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem (PL-RJ), afirmou nesta segunda-feira (9) em depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF), que as suas publicações no X (antigo Twitter) não refletem seu pensamento.

"Houve duas publicações minhas no Twitter que difere do meu pensamento sobre as urnas", afirmou Ramagem.

"No meu particular, quando eu coloco um ataque, é uma forma de argumentar. Mas isso não quer dizer que eu tenho passado, encaminhado esses documentos", prosseguiu.

Ele ainda negou que a Abin tenha buscado algum indício que comprovava fraude nas eleições de 2022.

"Não, isso eram documentos privados. Eram anotações privadas. Era um documento extenso. A Abin fez trabalhos verificando o que tinha conhecimento", respondeu Ramagem ao ministro da Corte e relator do caso, Alexandre de Moraes.

Moraes havia questionado anteriormente se o deputado teria encontrado algum indício de que as eleições de 2022 teriam sido fraudadas, ao que ele negou: "Não. O que eu quero colocar é que eu estava construindo uma mensagem."

Depoimentos

O STF realiza, nesta segunda (9), os interrogatórios dos réus do chamado "núcleo crucial" da ação penal que apura uma tentativa de golpe de Estado após a eleição de 2022. Ao todo, serão ouvidos oito réus:

  • Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência;
  • Alexandre Ramagem, deputado e ex-chefe da Abin;
  • Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;
  • Anderson Torres, ex-ministro da Justiça;
  • Augusto Heleno, ex-ministro-chefe do GSI;
  • Jair Bolsonaro, ex-presidente da República;
  • Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa;
  • e Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa e vice de Bolsonaro na eleição em 2022.