Relator descarta análise de suspeição de Gonet no caso do Banco Master

Subprocurador Francisco Sanseverino declarou que não é competência do Conselho Superior do MPF analisar impedimento ou suspeição do PGR; avaliação cabe ao STF, segundo ele

Fernanda Fonseca e Gabriela Boechat, da CNN Brasil, Brasília
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O subprocurador-geral da República Francisco Sanseverino defendeu nesta sexta-feira (25) que cabe ao STF (Supremo Tribunal Federal), e não ao Conselho Superior do MPF (Ministério Público Federal), analisar a eventual suspeição ou impedimento do procurador-geral da República, Paulo Gonet, nos processos relacionados ao Banco Master.

Relator do procedimento em análise pelo colegiado, Sanseverino votou para que o Conselho não examine essa parte dos pedidos. Segundo ele, os questionamentos sobre a atuação de Gonet devem ser apresentados diretamente nos processos que tramitam no Supremo, responsável por decidir a questão.

O procedimento foi aberto após a divulgação de mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro, ex-dono do Master, que mencionam Gonet. As representações questionam a relação entre os dois e a atuação do procurador-geral nas investigações envolvendo o banco.

No voto, Sanseverino também se manifestou contra a abertura de uma investigação criminal sobre a conduta de Gonet. Para o relator, não há elementos mínimos de autoria e materialidade de crime que justifiquem a designação de um subprocurador-geral da República para examinar os fatos.

Ao analisar o material extraído do celular de Vorcaro, Sanseverino destacou que não foram identificadas mensagens diretas entre Gonet e Vorcaro. As referências ao procurador-geral aparecem principalmente em conversas entre o ex-banqueiro e o advogado Ciro Soares, que teria intermediado contatos entre os dois.

O relator afirmou que as mensagens não podem ser interpretadas de forma isolada ou descontextualizada e considerou que os elementos apresentados não comprovam a alegada amizade íntima entre Gonet e Vorcaro.