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    Relatório da CPI pede afastamento de Bolsonaro de todas as redes sociais por “proteção à população”

    Encaminhamento é reforçado pela fala do presidente em uma live, na última quinta-feira, em que ele associa a vacina contra a Covid-19 à Aids

    Presidente Jair Bolsonaro
    Presidente Jair Bolsonaro Reuters

    Daniel Adjutoda CNN

    em São Paulo

    O relatório final da CPI da Pandemia propõe que o presidente Jair Bolsonaro seja afastado de todas as redes sociais para a “proteção da população brasileira”. O encaminhamento é reforçado pela fala do presidente em uma live, na última quinta-feira, em que ele associa a vacina contra a Covid-19 à Aids de forma mentirosa. A informação falsa foi refutada pelas principais entidades médicas do país.

    Caberá à Advocacia-Geral do Senado propor às plataformas o afastamento do presidente. A justificativa apontada é a garantia da ordem pública para a proteção da população brasileira.

    Facebook, Instagram e Twitter excluíram o vídeo da live do presidente em que ele traz a informação falsa sobre covid e Aids. O YouTube informou que, no final de julho desse ano, Jair Bolsonaro foi notificado por violar regra da plataforma pela primeira vez.

    No capítulo dedicado exclusivamente às fake news durante a pandemia, o relatório traz evidências da “omissão do governo federal na conscientização da população acerca da pandemia”, da “participação efetiva do presidente da República, seus filhos e o primeiro escalão do governo na criação e disseminação das informações falsas”, do “uso da estrutura governamental para promover essas declarações do presidente” e do “suporte a comunicadores que propagam notícias e informações falsas sobre covid-19”.

    A conclusão apontada no relatório é de que há uma “organização estruturada e dividida em núcleos para atuar na disseminação de desinformação, aferindo especialmente a propagação das ideias defendidas pelo presidente da República”.