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    Decisão do STF de revogar prisão de Sérgio Cabral causa repercussão nas redes

    Ex-procurador Deltan Dallagnol afirmou que "a Operação Lava Jato não morreu"

    O ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral
    O ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil (30.nov.2010)

    Bárbara BrambilaTiago Tortellada CNN

    em São Paulo

    A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de revogar a prisão preventiva de Sérgio Cabral, ex-governador do Rio de Janeiro, causou repercussão de figuras políticas e outras envolvidas na Operação Lava Jato.

    Deltan Dallagnol, ex-procurador que atuou na Lava Jato, afirmou pelas redes sociais que a operação “não morreu, ela segue viva na luta de cada brasileiro que se indigna com notícias como essa” e que não desistirá de combater a corrupção.

    O MBL também reagiu pelo Twitter sobre a liberação. “O horário escolhido foi uma sexta de noite, fim de ano. Incrível”, ironizou o grupo.

    Nesta sexta-feira (16), a Segunda Turma do STF decidiu conceder liberdade ao ex-governador. No voto decisivo, o ministro Gilmar Mendes observou que não estava julgando o mérito dos crimes cometidos por Cabral, mas a duração da prisão preventiva.

    A defesa do ex-governador disse, em nota, que “o Supremo Tribunal Federal reconheceu a ilegalidade de se manter preso o ex-governador Sérgio Cabral”.

    Os representantes esclareceram ainda que ele “permanecerá em prisão domiciliar aguardando a conclusão das demais ações penais e confia em uma solução justa, voltada ao reconhecimento de sua inocência e de uma série de nulidades existentes nos demais processos a que responde”.

    Ainda de acordo com a defesa de Cabral, ele deve ser solto nesta segunda-feira (19).

    Quem é Sérgio Cabral

    Sérgio Cabral foi governador do Rio de Janeiro por dois mandatos, entre janeiro de 2007 e março de 2014. Antes, ele ocupou cargos de senador e deputado estadual.

    O ex-governador está preso desde 2016, quando foi acusado de receber propina para beneficiar empresários em obras como a reforma do Maracanã e o PAC das Favelas.

    Ele responde a mais de 20 processos, tendo sido condenado a quase 400 anos de prisão. Cabral é o único político “de peso” denunciado na Operação Lava Jato que continua em um presídio.

    Atualmente, está no Batalhão Especial Prisional da Polícia Militar, em Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro.

    Em novembro deste ano, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro revogou dois mandados de prisão preventiva contra Sérgio Cabral em ações sobre um suposto pagamento de propina.

    À época, a defesa do ex-governador declarou que a decisão unânime mostrava “o compromisso do colegiado com a Constituição e o devido processo legal, além de ser eloquente em demonstrar a absoluta ausência de contemporaneidade e motivos para manter preso o ex-governador.”