Roberto Jefferson acumula polêmicas na vida política

Ex-deputado federal vai para o regime fechado pela terceira vez

, em São Paulo
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Eleito deputado federal pela primeira vez em 1982, Roberto Jefferson exerceu forte papel na defesa do ex-presidente Fernando Collor no processo de impeachment. Também participou como delator e réu confesso do escândalo do Mensalão, em 2005.

O processo trouxe como consequência a cassação de seu mandato por oito anos. Em 2014, foi condenado a sete anos de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Roberto Jefferson cumpriu parte da pena em regime fechado, mas em 2015 foi para a prisão domiciliar e, no ano seguinte, recebeu indulto de Dilma Rousseff. Nos anos seguintes, Jefferson tornou-se apoiador ferrenho do presidente Jair Bolsonaro (PL) e passou a atacar o Supremo Tribunal Federal (STF).

Em um desses ataques, em 2021, ele ameaçou ministros empunhando armas em um vídeo. Devido a isso, foi novamente preso e ficou em regime fechado por quatro meses.

Em janeiro deste ano, a defesa do ex-deputado alegou que ele tinha problemas de saúde e o ministro Alexandre de Moraes, do STF, o transferiu para prisão domiciliar.

O Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) tentou emplacar Jefferson como candidato à Presidência, mas o registro da candidatura foi indeferido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O vice pela chapa, Padre Kelmon (PTB), foi quem concorreu no primeiro turno.

Após cumprir medidas cautelares, como conceder entrevistas, promover e espalhar notícias fraudulentas e atingir a honra e a segurança do STF e de seus ministros, Alexandre de Moraes revogou a prisão domiciliar de Roberto Jefferson.

(Publicado por Lucas Schroeder)