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    Rodrigo Pacheco apoia Alexandre Silveira para Infraestrutura; PSD quer ao menos duas pastas

    Entre as pastas cobiçadas pela sigla, estão a da Agricultura, com o senador Carlos Fávaro (PSD-MT) como um dos favoritos ao posto, da Saúde e do Desenvolvimento Regional

    Luciana AmaralLarissa Rodriguesda CNN

    em Brasília

    O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), decidiu apoiar o nome do senador Alexandre Silveira (PSD-MG) como ministro da Infraestrutura do próximo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As informações são de interlocutores do parlamentar. A composição da futura Esplanada dos Ministérios ainda não está definida, mas, nos bastidores, políticos se articulam para tentar cacifar nomes de interesse.

    Senador após herdar a vaga de Antonio Anastasia (PSD) em fevereiro e próximo de Pacheco, Silveira tentou garantir a continuidade do mandato no Senado por mais oito anos. Acabou em segundo lugar e não seguirá na Casa a partir de 2023.

    No entanto, Silveira se aproximou de Lula ao longo da campanha eleitoral e foi visto como uma peça importante na articulação política estadual para garantir a vitória do petista no estado mineiro, que costuma ser determinante para o resultado de eleições presidenciais, contra Jair Bolsonaro (PL). Por isso, há quem enxergue ser natural que seja cotado a comandar um ministério.

    Um de seus movimentos nessa articulação é o de se apresentar como possível relator da PEC do Estouro, que deve começar a tramitar no Senado após ser apresentada pelo senador Marcelo Castro (MDB).

    O PSD, partido comandado por Gilberto Kassab, busca conseguir ao menos duas pastas a partir de 2023. Entre os outros ministérios cobiçados pela sigla estão o da Agricultura, com o senador Carlos Fávaro (PSD-MT) como um dos favoritos ao posto, da Saúde e do Desenvolvimento Regional, por exemplo. Diante das possibilidades, há quem defenda que Silveira, se alçado a um ministério, fique na cota pessoal de Lula.

    Ao mesmo tempo, o senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) também tem se movimentado para tentar assumir a Infraestrutura. Nesse caso, Silveira poderia ficar com o comando do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), apurou a reportagem.

    Porém, há resistência interna no PT para dar um ministério a Alcolumbre. Isso porque uma ala avalia que nem Bolsonaro deu uma pasta ao senador, de quem era aliado em negociações importantes no Senado. Integrantes do União Brasil também já resistem que Alcolumbre eventualmente ocupe uma vaga do partido na Esplanada. Argumentam que ele também deveria ser tido como da cota de Lula.