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    Rosa Weber arquiva investigação contra Ricardo Barros após a CPI da Pandemia

    Ministra acatou pedido da PGR, ao afirmar que não existem indícios mínimos para se afirmar que ele tenha atuado em benefício de pretensões privadas

    Ricardo Barros, deputado federal e líder do governo Bolsonaro na Câmara
    Ricardo Barros, deputado federal e líder do governo Bolsonaro na Câmara Paulo Sergio/Câmara dos Deputados

    Rodrigo Vasconcelosda CNN*

    em Brasília

    A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Rosa Weber atendeu ao pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e arquivou a investigação contra o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR).

    A decisão publicada nesta sexta-feira (17) diz respeito às conclusões após os trabalhos da CPI da Pandemia, realizada em 2021 no Senado.

    Rosa concordou com os argumentos apresentados pela vice-procuradora-geral da República, Lindôra Maria Araujo, ao considerar que não foram comprovados indícios mínimos para se afirmar que Barros tenha atuado em benefício de pretensões privadas, no cenário de combate à Covid-19.

    “No caso concreto, uma vez que a Procuradoria-Geral da República afirma inexistir, no caderno investigativo, base empírica para o oferecimento de denúncia contra o parlamentar indiciado, há que se acolher o pedido de arquivamento formulado”, escreveu a ministra na decisão.

    Os senadores Omar Aziz (PSD-AM), Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Renan Calheiros (MDB-AL) pediram a investigação contra Barros.

    A partir do relatório final da CPI, eles levantaram suspeitas de que o deputado teria cometido o crime de organização criminosa ao lado de outros investigados no processo de contratação da vacina Covaxin, a mais cara a ter negócio firmado com o Ministério da Saúde para ser usada no combate à pandemia.

    A PGR, no entanto, alega que “a simples menção ao nome de parlamentar, bem como a mera possibilidade abstrata de envolvimento de congressista” não era suficiente para envolver o STF ou a própria procuradoria na condução das investigações.

    A vice-procuradora ainda apontou que, em seu depoimento ao Senado Federal, em nenhum momento, Barros nega sua relação de amizade com Francisco Feio Ribeiro, com Daniel Moleirinho Feio Ribeiro e com Emanuel Catori – estes últimos, sócios da Belcher Farmacêutica.

    O arquivamento concluído nesta sexta (17) é o primeiro no âmbito da CPI da Covid, depois que a PGR pediu outras nove investigações, que seguem abertas a partir do relatório final produzido pelos senadores após diligências e depoimentos.

    Em uma publicação no Twitter, na noite desta sexta-feira, Ricardo Barros escreveu que finalmente se encerra um “episódio lamentável de ativismo político”.

    “Finalmente encerramos este episódio lamentável de ativismo político da CPI da pandemia. A verdade que sempre afirmei se concretiza . Não tive nada com a compra da COVAXIN, que ao final nem existiu. Mantenho o processo de Abuso de Autoridade contra Renan os senadores acusadores”, afirmou.

    *Com informações de Gabriela Coelho e Gabriel Hirabahasi