Saiba por que o STF tende a condenar o núcleo 2 da trama golpista

Durante o Agora CNN, a analista de política Luísa Martins explicou os motivos para que os seis réus sejam condenados

Da CNN Brasil
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O STF (Supremo Tribunal Federal) inicia na próxima terça-feira (9) o julgamento do último grupo da ação penal sobre a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. O chamado núcleo 2, composto por seis réus, é apontado pela PGR (Procuradoria-Geral da República) como o responsável pela elaboração da "minuta do golpe".

Durante o Agora CNN deste domingo (7), a analista de Política Luísa Martins explicou que a tendência é pela condenação dos réus, seguindo o padrão dos julgamentos anteriores: "Existe o entendimento de que há provas suficientes na denúncia da PGR a respeito dos réus de todos os núcleos".

Até o momento, a Suprema Corte condenou 24 pessoas envolvidas na trama golpista, sendo oito do núcleo 1, sete do núcleo 4 e nove do núcleo 3. Apenas um réu foi absolvido entre todos os julgados, quando a Primeira Turma entendeu não haver provas suficientes para sua condenação.

Atuação para impedir votação

Entre os réus do núcleo 2 está Silvinei Vasques , ex-diretor da PRF, acusado de tentar dificultar o processo eleitoral no segundo turno de 2022. Segundo a denúncia da PGR, Vasques teria determinado a realização de blitz e barricadas pela Polícia Rodoviária Federal em locais onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) havia obtido melhor desempenho no primeiro turno, com o objetivo de impedir que eleitores chegassem aos locais de votação.

A analista explica ainda que expectativa é de que o julgamento seja concluído ainda esta semana, com manifestações mais breves do que as observadas no julgamento do núcleo 1.

Com esse julgamento, o STF cumpre o calendário previsto de concluir todas as ações penais sobre a tentativa de golpe ainda em 2025, antes do início do ano eleitoral. A única pendência que permanecerá será o caso de Paulo Figueiredo, que reside nos Estados Unidos e cuja denúncia ainda não foi apreciada pelo tribunal devido a diferenças no trâmite processual.

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