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    Saiba quais vereadores assinaram pedido de CPI que mira o padre Júlio Lancellotti

    19 parlamentares apoiam criar comissão; autor do pedido quer mais assinaturas para conseguir urgência

    Pedido para criar CPI foi protocolado na Câmara Municipal de São Paulo
    Pedido para criar CPI foi protocolado na Câmara Municipal de São Paulo 01/02/2024 - Divulgação/André Bueno/Rede Câmara SP

    Maria Clara Matosda CNN*

    São Paulo

    O pedido de criação de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que mira o padre Júlio Lancellotti conta com o apoio de 19 vereadores paulistanos.

    A solicitação já foi protocolada na Câmara Municipal.

    Veja quais vereadores assinaram o pedido de CPI:

    • Rubinho Nunes (União)
    • Fernando Holiday (PL)
    • Marlon Luz (MDB)
    • Rodolfo Despachante (PP)
    • Marcelo Messias (MDB)
    • George Hato (MDB)
    • Rinaldi Digilio (União)
    • Cris Monteiro (Novo)
    • Milton Leite (União)
    • André Santos (Republicanos)
    • Atílio Francisco (Republicanos)
    • Isac Félix (PL)
    • João Jorge (sem partido)
    • Ely Teruel (Podemos)
    • Eli Corrêa (União)
    • Rute Costa (PSDB)
    • Sansão Pereira (Republicanos)
    • Adilson Amadeu (União)
    • Major Palumbo (PP)

    O pedido enviado à Câmara propõe investigar “violações à dignidade da pessoa humana, em especial crimes contra a liberdade sexual, assédio moral, sexual, psicológico e abusos congêneres cometidos contra pessoas em situação de rua”, segundo o documento protocolado.

    Autor do pedido de CPI, o vereador Rubinho Nunes (União-SP) informou à CNN que está reunindo assinaturas para que o pedido seja analisado com urgência pela Câmara. Segundo ele, faltam sete apoios, que devem ser coletados até a próxima quarta-feira (20).

    O vereador Milton Leite (União-SP), presidente da Câmara, foi um dos que assinaram o pedido de criação da CPI. Além dele, o vice-presidente João Jorge (sem partido) também apoiou a abertura de uma comissão de inquérito.

    Em janeiro, contudo, Jorge afirmou à CNN que a CPI não prosperaria, e que não seria de interesse da Câmara “entrar nessa briga com a Arquidiocese”.

    Ao ser questionado pela reportagem sobre a mudança de posição, Jorge disse que, entre os motivos, estavam a apresentação de depoimentos de adolescentes que teriam sido abusados pelo padre, e um vídeo que classificou como “comprometedor”.

    Além disso, diz o vereador, a mudança de posição da Arquidiocese paulista também influenciou na sua. Ela abriu nova investigação contra o padre e a possível vítima fez o relato de um suposto caso, conforme apuração do analista da CNN Pedro Duran.

    Jorge disse que fez uma consulta aos seus eleitores nas redes sociais, dos quais 95% se mostraram favor da investigação. “Se o padre for inocente, ele estará liberado. Se ele deve alguma coisa, deve pagar por aquilo que deve”, concluiu João Jorge.

    A CPI, se criada, vai ser composta por sete membros e terá um prazo de cerca de quatro meses para ser concluída, podendo ser prorrogada.

    O pedido começou a prosperar em janeiro deste ano, mas só foi protocolado dois meses depois — alguns vereadores retiraram suas assinaturas após a repercussão de que a Comissão teria como alvo o padre.

    A CNN entrou em contato com o padre Júlio Lancellotti e aguarda retorno.

    *Sob supervisão de Nathan Lopes