Saiba quem são os autores do projeto que equipara aborto a homicídio

De autoria coletiva, 33 deputados assinam o projeto de lei 1904/2024, que prevê pena de até 20 anos para aborto após 22 semanas de gestação

Maria Clara Matos, da CNN*, São Paulo
Imagem mostra o plenário da Câmara dos deputados no dia em que o PL que equipara a pena do aborto a de homicídio simples foi aprovado para tramitar em regime de urgência. Foto mostra a bancada e os bancos do interior da Câmara, deputados em pé e está em plano aberto.
Projeto que equipara pena do aborto até 22 semanas de gestação ao de homicídio simples prevê até 20 anos de prisão  • 12/06/2024 - Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados
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Em pauta na Câmara, o projeto de lei que iguala a pena do aborto feito após 22 semanas de gestação ao crime de homicídio simples conta com 32 autores. Mais da metade pertence ao PL.

A divisão das outras siglas conta com três deputados do Republicanos, dois do PP, quatro do MDB, dois do União Brasil, um do PRD, um do PSDB, um do PSD e um do Avante. Eduardo Bolsonaro (PL-SP), Carla Zambelli (PL-SP) e Nikolas Ferreira (PL-MG) são alguns dos autores, além do deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ).

A projeto de lei 1904/2024, que pode promover uma pena maior a mulher do que ao em caso de aborto do que ao estuprador, foi aprovada na quarta-feira (12) para tramitar em regime de urgência. Isso permite que ele “passe na frente” e seja analisado antes de outros projetos para discussão.

A votação foi feita de forma simbólica.

Nesse formato, os votos dos parlamentares não são contados eletronicamente e, por isso, não é possível apontar quantos foram os votos favoráveis e contrários nem saber como cada deputado votou.

Saiba quem foram os deputados autores do PL 1904/2024

  1. Sóstenes Cavalcante - (PL-RJ)
  2. Evair Vieira de Melo - (PP-ES)
  3. Paulo Bilynskyj - (PL-SP)
  4. Gilvan da Federal - (PL-ES)
  5. Filipe Martins - (PL-TO)
  6. Luiz Ovando - (PP-MS)
  7. Bibo Nunes - (PL-RS)
  8. Mario Frias - (PL-SP)
  9. Palumbo - (MDB-SP)
  10. Ely Santos - (Republicanos-SP)
  11. Simone Marquetto - (MDB-SP)
  12. Cristiane Lopes - (União-RO)
  13. Abilio Brunini - (PL-MT)
  14. Franciane Bayer - (Republicanos-RS)
  15. Carla Zambelli - (PL-SP)
  16. Frederico - (PRD-MG)
  17. Greyce Elias - (Avante-MG)
  18. Ramagem - (PL-RJ)
  19. Bia Kicis - (PL-DF)
  20. Dayany Bittencourt - (União-CE)
  21. Lêda Borges - (PSDB-GO)
  22. Junio Amaral - (PL-MG)
  23. Coronel Fernanda - (PL-MT)
  24. Eurico - (PL-PE)
  25. Alden - (PL-BA)
  26. Cezinha de Madureira - (PSD-SP)
  27. Eduardo Bolsonaro - (PL-SP)
  28. Pezenti - (MDB-SC)
  29. Julia Zanatta - (PL-SC)
  30. Nikolas Ferreira - (PL-MG)
  31. Eli Borges - (PL-TO)
  32. Fred Linhares - (Republicanos-DF)

O que diz o projeto?

O projeto prevê que o aborto legal – permitido no Brasil em casos de estupro, perigo de morte à gestante ou por um tipo de malformação fetal -- só seja permitido até 22 semanas de gestação. Na legislação atual, não há um prazo fixo para que o procedimento seja feito.

Caso isso aconteça, a pena deve ser aplicada conforme a do crime de homicídio simples: de seis a 20 anos de prisão.

Qual o próximo passo?

Com a aprovação do regime de urgência, a tendência é que o PL seja votado pelos deputados nas próximas sessões do plenário. Caso ele seja aprovado, segue para o Senado e, se consentido sem nenhuma mudança, vai para a sanção – ou veto – do presidente da República.

Como apurado pela analista da CNN Jussara Soares, para “equilibrar” o texto, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), prometeu indicar uma deputada de centro para relatar o projeto de lei.