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    Sâmia diz sofrer “violências sequenciais” ao buscar informações sobre assassinato do irmão em quiosque no Rio

    Deputada federal, que retornou às atividades na Câmara nesta semana, disse que vê negligências na atuação do governo do Rio

    Isabelle Salemeda CNN

    São Paulo

    Na semana em que retornou à Câmara depois de ficar quase dois meses afastada das atividades parlamentares por conta do luto pela morte do irmão, a deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP) criticou a forma como o governo do Rio de Janeiro conduziu o caso dos médicos baleados em um quiosque na orla da Barra da Tijuca, na zona oeste da capital fluminense.

    A parlamentar, irmã do médico Diego Bomfim, um dos três mortos no ataque, disse que soube do crime pela imprensa e teve dificuldade de conseguir informações junto às autoridades.

    “A gente identifica muitas negligências, muitas falhas, principalmente por conta do estado do Rio de Janeiro. A forma como as famílias foram comunicadas, pela imprensa. Não foi feito comunicado direto pela polícia ou hospital. O sumiço das coisas do meu irmão [que desapareceram do hotel e depois foram encontradas] ou mesmo dificuldade de acesso ao inquérito, que só foi conseguido através de pedido na Justiça. São violências sequenciais”, desabafou Bomfim.

    A fala da deputada aconteceu após um ato em homenagem ao irmão dela e aos outros três médicos vítimas do atentado, ocorrido em 5 de outubro.

    Além de Diego, estavam no quiosque os ortopedistas Marcos de Andrade Corsato e Perseu Ribeiro Almeida, que também não resistiram ao ataque de criminosos armados. Um quarto médico foi o único sobrevivente do grupo.

    O grupo estava no Rio para participar de um congresso médico. À noite, atravessaram a rua do hotel em que estavam hospedados para uma confraternização. Foi quando o ataque aconteceu. Homens armados desceram de um veículo e atiraram contra os profissionais de saúde. Segundo a Polícia Civil, um dos ortopedistas foi confundido com o filho de um miliciano. Por isso, o grupo teria sido morto por engano.

    A CNN procurou o governo do estado do Rio, que disse que não iria comentar as falas da deputada. A reportagem aguarda posicionamento da Polícia Civil.

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