Saúde, emprego e inflação serão temas mais fortes na eleição de 2022, diz Kassab

Presidente do PSD afirmou em entrevista à CNN que considera muito grande a chance de Bolsonaro ficar de fora do segundo turno

Vinícius TadeuProduzido por Juliana Alvesda CNN

São Paulo

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O presidente do PSD, Gilberto Kassab, reforçou em entrevista à CNN nesta quarta-feira (29) que o partido terá uma candidatura própria à Presiência para o ano que vem. Na avaliação dele, saúde, emprego e inflação serão os principais temas das eleições de 2022 e, segundo o político, é justamente diante desses três tópicos que há uma grande insatisfação e decepção da população com o governo de Jair Bolsonaro (PL).

Kassab considera que não há sinal de melhora na avaliação do presidente e que “é muito grande a chance de Bolsonaro não estar no segundo turno”. “São ações que deixam de ser feitas ou são feitas equivocadamente que o próprio presidente vai dando tiro no pé dia após dia”, afirmou.

De acordo com o político, o número de pessoas extremamente decepcionadas com o governo Bolsonaro em relação à pandemia no ano que vem será de aproximadamente 70 milhões. Isso porque Kassab calcula que em 2022 o Brasil estará perto dos 700 mil mortos em decorrência da Covid-19 e “cada pessoa que morre atinge em média mais cem pessoas entre família, vizinhos, colegas de trabalho e amigos de infância”.

Segundo o presidente do PSD, os eleitores descontentes com Bolsonaro no que diz respeito ao desemprego também vão beirar os 70 milhões. Para Kassab, cada um dos mais de 13 milhões de desempregados tem em torno de si uma média de cinco pessoas.

Ainda na economia, o político considera que a inflação é o problema principal para as famílias de classes mais baixas que utilizam todo seu poder de compra para adquirir itens indispensáveis como alimentos e combustível.

Kassab ainda criticou a postura de Jair Bolsonaro (PL) diante da crise das fortes chuvas na Bahia. O político considerou que Bolsonaro não “deixou o seu lazer por um dia” para ir ao estado checar as operações do governo. “Fazendo uma análise política do quadro eu não vejo o presidente Bolsonaro melhorar, até porque ele mesmo que erra”, afirmou.

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