Se eu fosse presidente, teria salvo 80% das pessoas, diz Lula sobre Covid

Petista comparou feitos da sua gestão com os do governo anterior na área da saúde e relembrou episódio em que Bolsonaro "zombou" das mortes pela pandemia no país

Anna Júlia Lopes, da CNN Brasil, Brasília
Lula
Lula ao lado do ministro Alexandre Padilha (Saúde) em inauguração de centro de radioterapia em Minas Gerais  • Ricardo Stuckert/PR
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a criticar a gestão de Jair Bolsonaro (PL) quanto à forma que a pandemia de covid-19 foi lidada no país. Segundo o petista, se ele fosse presidente à época, teria salvado 80% das pessoas que morreram pela doença.

"Se eu fosse presidente da República naquela época e o Padilha fosse ministro da Saúde, eu duvido que a gente não tivesse salvo 70%, 80% das pessoas que morreram por falta de vergonha, de responsabilidade de um presidente que ficava na televisão imitando as pessoas que estavam com Covid, tossindo e zombando da saúde das pessoas que morreram nesse país", declarou Lula durante inauguração de um centro de radioterapia no município de Itabira, em Minas Gerais.

A fala do presidente faz referência às 700 mil mortes registradas pela doença quando Bolsonaro estava no Palácio do Planalto e ao episódio em que o ex-chefe do Executivo imitou pessoas com falta de ar — um dos sintomas da Covid-19. Em outras ocasiões, Bolsonaro disse, inclusive, que não era "coveiro", quando questionado sobre o número de mortos.

Lula disse ainda que o Brasil "nunca mais" terá um presidente que "deixe morrer a quantidade de gente que morreu" por conta da Covid-19.

Ao inaugurar o centro de radioterapia, o chefe do Executivo traçou um comparativo sobre como o seu governo lida com a área da saúde e a forma como o governo Bolsonaro lidava. Em sua fala, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, também fez comparações.

Conforme mostrou a CNN, a estratégia de comparar os feitos de sua gestão com a gestão anterior foi determinada em reunião nacional do PT (Partido dos Trabalhadores). A estratégia deve ser adotada durante toda a campanha eleitoral em 2026, na qual Lula mira a sua reeleição.