Senado trava investigação interna sobre fake news em gabinetes

Investigação começou no início de fevereiro, depois que o Facebook informou à comissão que dois computadores do Senado utilizaram conta do Instagram

Caio Junqueirada CNN

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O Senado Federal travou uma investigação para apurar quem acessou de dentro das dependências de um de seus gabinetes um perfil de uma conta apontada na CPI das Fake News como disseminadora de notícias falsas.

A investigação começou no início de fevereiro, depois que o Facebook informou à comissão que dois computadores do Senado utilizaram uma conta do Instagram chamada “snapnaro”, cujo perfil criticava opositores do governo e disseminava informações falsas. O Facebook é dono do Instagram. O perfil foi apagado após as acusações virem à tona na CPI. 

A Polícia Legislativa então foi acionada ainda em janeiro, mas constatou que não conseguiria sozinha resolver o caso sozinha por envolver questões cibernéticas. Encaminhou, então, a apuração para o Prodasem, a Secretaria de Tecnologia da Informação da casa. E de lá o caso nunca mais avançou. Segundo fontes com acesso à investigação, a apuração chegou a duas pessoas.

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Integrantes da CPI das Fake News informaram à CNN que foi a partir de uma requisição ao Facebook que a rede social conseguiu localizar uma outra conta com críticas a opositores do governo e, segundo a rede social, disseminação de fake news, foi manipulada do gabinete do deputado federal Eduardo Bolsonaro.

Mas que, nesse caso, os assessores utilizaram seus e-mails pessoais, o que permitiu a identificação. No caso do Senado, isso não foi feito por quem operou a conta “snapnaro”, dificultando a identificação. Procurado, o Facebook não se pronunciou. A assessoria do Senado informou que a investigação ainda não foi concluída.

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