Senador governista diz que relatório da CPI é “peça de ficção eleitoreira”

Senador Marcos Rogério demonstrou insatisfação com relatório apresentado sobre CPI da Pandemia

Da CNN

Em São Paulo

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Após o encerramento da sessão na qual foi lido o relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia, o senador governista Marcos Rogério (DEM-RO) afirmou, em entrevista coletiva, que o relatório final apresentado pelo relator Renan Calheiros (MDB-AL) “é peça de ficção eleitoreira”.

“O que temos neste relatório é uma manifestação de ódio, é uma peça de ficção política pré-eleitoral, e que foi discutida inclusive com alguns nomes e figuras que vão disputar a eleição do ano que vem. É uma peça para ser utilizada na campanha eleitoral de 2022”, afirmou o senador.

Rogério ainda afirmou que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) não poderia ser investigado no âmbito da CPI da Pandemia.

“A pandemia pegou o mundo todo de surpresa. Nenhum país tinha um manual de como lidar com essa pandemia, esse também era o quadro do Brasil. Mas, no âmbito da CPI, o relator e o G7 procuraram construir uma linha acusatória contra o governo federal, como se tivesse inventado a pandemia e provocado as mortes. Na visão do relator e do G7, não foi a Covid-19 que matou, foi o presidente da República. Isso é algo minimamente irresponsável, fazer uma acusação. Aliás, o presidente, que não é investigado, não pode ser investigado no âmbito de uma CPI. Ele foi duramente atacado”, afirmou Rogério.

Presidente citado

Após 67 reuniões em mais de seis meses de atividade com mais de 500 requerimentos e 190 quebras de sigilo aprovados, a CPI da Pandemia apresentou as conclusões do trabalho por meio do relatório final, que foi lido pelo relator Renan Calheiros.

Renan, responsável pelo documento, realizou a leitura da conclusão do documento de mais de mil páginas. Leia a íntegra. Ao longo da leitura, o relator afirmou que a “mais grave omissão do governo federal foi o atraso na compra de vacinas”.

O documento ainda aponta ainda que o governo federal teria agido de forma não técnica no enfrentamento à pandemia “expondo deliberadamente a população a risco concreto de infecção em massa”. O nome do presidente Bolsonaro é mencionado 80 vezes ao longo do relatório.

No início da sessão, senadores do campo governista pediram por questões de ordem para questionar a intenção da CPI de indiciar Bolsonaro por supostos crimes cometidos ao longo da pandemia. O líder do governo, senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), leu uma defesa do governo e afirmou que “não houve ação dolosa do presidente na pandemia”.

Além disso, senadores do campo governista criticaram o trabalho da CPI ao longo de sua instalação e prometeram a apresentação de um relatório paralelo, no qual não haveria pedidos de indiciamento contra membros do governo federal.

Responsabilização

Caso aprovadas pela CPI, as propostas de indiciamento contidas no relatório devem ser encaminhadas ao Ministério Público e à Câmara dos Deputados.

O objetivo é que se promova a eventual responsabilização civil, criminal e política dos acusados. Se o documento recomendar mudanças legislativas, elas passam a tramitar como projetos de lei no Congresso Nacional.

(Publicado por Daniel Fernandes)

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