Queiroga diz que salvou vidas e que não é comentarista de relatório da CPI

Ao ser questionado por jornalistas sobre os crimes que a CPI da Pandemia sugere contra ele, ministro da Saúde disse que tem a “sensação de dever cumprido”

Relatório da CPI da Pandemia sugere que Queiroga seja indiciado por epidemia com resultado de morte e prevaricação
Relatório da CPI da Pandemia sugere que Queiroga seja indiciado por epidemia com resultado de morte e prevaricação Myke Sena/MS

Natália Andréda CNN

em Brasília

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Ao ser questionado por jornalistas sobre os crimes que a CPI da Pandemia sugere contra ele, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que tem a “sensação de dever cumprido” e que não é “não é comentarista de relatório”. A declaração foi dada em evento sobre o Outubro Rosa no Palácio do Planalto, nesta quarta-feira (20).

“Eu não comento relatório. Eu não sou comentarista de relatório. Eu sou ministro da Saúde. E como ministro, eu cuido da saúde pública da população. Veja os números. Eles falam por si só. Não adianta vocês ficarem repetindo as mesmas perguntas. Eu sou ministro e a minha função é salvar a vida do povo brasileiro. Não só afetado pela Covid”, falou Queiroga.

Quando perguntado sobre o que disseram parentes e vítimas da doença na comissão, o ministro afirmou que sente que cumpriu o dever de salvar vidas e que “as questões políticas são políticas”.

“Nós temos a sensação do dever cumprido. Porque nós salvamos milhares e milhares de pessoas. Vocês vejam que o MS fez uma campanha que vem conseguindo reduzir, nesse pico da variante Gama, fortemente, o número de óbitos. Chegamos a 4 mil óbitos e hoje nós temos uma média móvel que cai de maneira sustentada”, disse.

“É por isso que o meu foco tem que ser as questões sanitárias. Essas questões políticas são políticas. Vocês, jornalistas, conhecem mais do que eu”, concluiu Queiroga.

O senador Renan Calheiros sugere no relatório da CPI da Pandemia que Queiroga seja indiciado por epidemia com resultado de morte e prevaricação.

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