Simone Tebet queria voz feminina com discurso liberal, diz Elena Landau

Segundo a economista, a "ideia de discutir programa de privatização no varejo não funciona", sobre uma futura venda da Petrobras

Douglas PortoElis Francoda CNN

em São Paulo

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A economista Elena Landau declarou, nesta quinta-feira (3), em entrevista à CNN, que a pré-candidata à Presidência da República Simone Tebet (MDB) queria uma voz feminina com discurso no liberalismo, quando a escolheu para coordenar o programa econômico de sua campanha eleitoral.

Para Landau, houve uma “inversão” no que significa assessorar um presidente, quando foi criada a ideia do “posto Ipiranga” entre o presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ministro da Economia Paulo Guedes.

“Ela me convidou porque temos uma certa convergência de pensamentos e de pauta. Fiquei muito feliz com o convite, porque ela veio em cima de uma ideia: ‘olha Elena, queria uma pessoa do seu pensamento, uma voz feminina de um discurso liberal com sensibilidade no social’. Mas estou aqui para o assessoramento, a presidente vai ser a Simone”, afirmou Landau.

Landau já atuou no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e foi diretora no programa de desestatização no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Segundo a economista, a ideia de “discutir privatização no varejo não funciona”, sobre uma futura venda da Petrobras.

“A privatização tem que ser um instrumento de atuação do Estado. Você tem que imaginar que empresas devem continuar ou não na mão do Estado. A gente tem um comando muito forte da Constituição Federal. O estado na atividade econômica é exceção. Só pode acontecer para segurança nacional ou bens públicos. Tem uma ideologia que fala de setores estratégicos, mas a Petrobrás não é setor estratégico”

“Para que você quer vender a Petrobras? Para devolver esses recursos para a sociedade? Para aumentar a concorrência? Ela está pronta para ser vendida? O preço dela está justo para esse momento? Acho que falta discussão. Ficou uma coisa muito assim de bater no peito: ‘eu vou privatizar a Petrobras e eu não vou privatizar a Petrobras'”, concluiu.

 

 

 

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