Sobrenome Bolsonaro carrega rejeição muito grande, afirma especialista

Em entrevista ao Newsroom CNN, o sócio da Think Policy avalia que eleitores de direita podem desejar votos da família, mas não aceitam sua liderança no campo político conservador

Da CNN Brasil
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O sobrenome do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) carrega uma rejeição significativa junto à população brasileira, o que pode impactar diretamente nas perspectivas políticas da família. A análise foi feita por Leonardo Barreto, sócio da consultoria Think Policy, em entrevista ao Newsroom CNN.

De acordo com o especialista, as pesquisas de opinião têm demonstrado consistentemente que a rejeição ao sobrenome Bolsonaro é expressiva, chegando a favorecer possíveis projetos de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Dificuldades de articulação política

Barreto destaca que a família enfrenta obstáculos significativos para construir acordos e laços de lealdade com grupos externos ao seu círculo imediato. Esta característica, segundo ele, tem afastado potenciais aliados no campo da direita.

O analista político observa que o eleitorado conservador pode até desejar o apoio dos votos da família, mas demonstra resistência em aceitar sua liderança. "Nenhuma pessoa com sobrenome Bolsonaro entrega isso", afirmou Barreto, referindo-se à capacidade de vitória em futuras disputas eleitorais.

Em relação ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o especialista considera improvável que ele assuma a liderança da direita. Barreto argumenta que, além das questões relacionadas ao sobrenome, existem controvérsias políticas que podem resultar em novas investigações caso seu nome seja apresentado como alternativa de liderança.

"A direita vai prestar, em primeiro momento, um movimento de solidariedade [...], mas duvido que ela coloque todas as suas fichas numa candidatura de sobrenome Bolsonaro", avalia o especialista.

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