Sóstenes defende assessora alvo de investigação: "patrimônio da Câmara"

Líder do PL faz duras críticas ao ministro Flávio Dino, relator das ações envolvendo emendas no Supremo, de agir politicamente ao focar em servidora considerada “a corda mais fraca”

Anna Júlia Lopes, da CNN Brasil, Brasília
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O líder do PL (Partido Liberal) na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), saiu em defesa da assessora da Casa, Mariângela Fialek, que foi alvo da operação da PF (Polícia Federal) realizada na sexta-feira (12) para investigar desvios na destinação de recursos públicos por meio de emendas parlamentares.

" A Tuca é um patrimônio da câmara dos deputados", afirmou Sóstenes a jornalistas. Conhecida como Tuca, a servidora sempre atuou como braço direito do deputado Arthur Lira (PP-AL), principalmente à época em que ele era presidente da Casa. Ela é quem executava as emendas que ficaram conhecidas como “orçamento secreto”.

A operação foi realizada após autorização do ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal). Dino é relator das ações envolvendo emendas na Corte.

Sóstenes teceu críticas a Dino e afirmou que o ministro deveria começar a investigar as suas próprias emendas, da época em que ele era deputado.

"O ministro Flávio Dino vai atrás dela porque entende que ela é a corda mais fraca da história e, às vezes, é mais fácil apertar um lugar desse para ver se sai uma delação", declarou.