STF deve abrir investigação contra Moraes dia 15?
Plenário do STF se reúne em sessão extraordinária para decidir sobre investigação envolvendo Alexandre de Moraes
O comentarista da CNN José Eduardo Cardozo e o empresário Leonardo Bortoletto debateram, na quarta-feira (10), em O Grande Debate (de segunda a sexta-feira, às 23h), se o "STF deve abrir investigação contra Moraes dia 15?"
O plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) vai decidir na próxima terça-feira, dia 15, se há elementos suficientes para a abertura de uma investigação envolvendo o ministro Alexandre de Moraes.
A sessão extraordinária foi convocada por Edson Fachin para as 10h, em meio a uma crise interna sem precedentes na Corte.
Abertura da investigação é "ponto pacificado"
Bortoletto demonstrou convicção de que a investigação será aberta e defendeu o STF como o fórum adequado para o caso. "Não só irá abrir, como eu tenho convicção de que é o fórum certo para que seja aberta a investigação contra o ministro Alexandre de Moraes", afirmou.
Para ele, as evidências apresentadas são contundentes e precisam ser apuradas para que a sociedade possa chegar a uma conclusão definitiva sobre o comportamento de Moraes no exercício de suas funções.
O empresário também destacou que, durante a investigação, Alexandre de Moraes terá de explicar declarações anteriores. Segundo Bortoletto, quando as conversas em questão vieram a público pela primeira vez, o gabinete de Moraes declarou que ele não havia conversado com Daniel Vorcaro.
"Se ficar comprovado, através da investigação, Alexandre de Moraes vai ter que dizer como que ele tem uma reputação ilibada, se mente", disse. Bortoletto acredita ainda que a decisão pela abertura da investigação ocorrerá com esmagadora diferença de votos.
Investigação ampla e isonômica
José Eduardo Cardozo elogiou a postura de Fachin ao convocar a sessão extraordinária, classificando a atitude como "rigorosamente correta". Para ele, a crise instalada no STF exige que todas as situações sejam apuradas de forma isonômica, sem que nenhum fato ou pessoa seja esquecido.
"A única maneira de se equacionar essa questão é investigar tudo que diz respeito às relações que envolvem o Banco Master e autoridades judiciais", afirmou.
Cardozo defendeu que a investigação não deveria ser direcionada apenas a Alexandre de Moraes, mas sim abrangente. "Há várias notícias de ilicitudes envolvendo autoridades judiciais", ponderou, acrescentando que focar em apenas um nome, esquecendo outros fatos, poderia incentivar ainda mais a guerra interna na Corte.
Para o comentarista, o ideal seria que o plenário abrisse uma investigação geral sobre todos os fatos que envolvem o chamado Banco Master, garantindo que ninguém pudesse dizer que um caso foi lembrado e outro esquecido.


