STF julga último núcleo do plano de golpe; acompanhe

Julgamento pode se estender até o dia 17; réus são acusados de planejar minuta do golpe e utilizar a PRF para atrapalhar as eleições

Gabriela Boechat, da CNN Brasil, Brasília
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A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) começa a julgar nesta terça-feira (9) o último núcleo das ações penais sobre tentativa de golpe de Estado.

A sessão começou com a leitura do relatório do ministro Alexandre de Moraes, que é relator do caso. Em seguida, fala a PGR (Procuradoria-Geral da República) que apresentará provas e argumentos para defender a condenação ou absolvição dos réus.

Depois, terão a palavra os advogados de defesas. Eles têm até uma hora para defender a absolvição de seus clientes.

Os votos dos ministros devem ficar para as próximas sessões, marcadas para os dias 10, 16 e 17 de dezembro.

O chamado “núcleo 2” foi classificado pela PGR (Procuradoria-Geral da República) como os responsáveis pelo "gerenciamento de ações" da organização criminosa.

De acordo com a acusação, os integrantes teriam ajudado a elaborar a “minuta do golpe”, planejado o assassinato de autoridades e utilizado a estrutura da PRF (Polícia Rodoviária Federal), no segundo turno de 2022, para dificultar o deslocamento de eleitores favoráveis a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) até os locais de votação.

O grupo é composto por seis réus, sendo a maioria ex-assessores de Bolsonaro e servidores do Ministério da Justiça. Veja abaixo:

  • Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da PRF (Polícia Rodoviária Federal);
  • Marcelo Costa Câmara, ex-assessor de Bolsonaro;
  • Marília Ferreira de Alencar, delegada da PF (Polícia Federal) e ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça;
  • Fernando de Sousa Oliveira, delegado da PF e ex-diretor de Operações do Ministério da Justiça e ex-secretário-adjunto de Segurança Pública do DF;
  • Mario Fernandes, ex-secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência;
  • Filipe Garcia Martins, ex-assessor da Presidência da República.