STF tem maioria por manter indulto natalino para até 5 anos de pena

Ministros do Supremo decidiram contra a peça enviada pela PGR, na época de Augusto Aras

Isabella Cavalcante, da CNN, Brasília
Fachada do prédio do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, em 26 de março de 2024
Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília  • Gustavo Moreno/SCO/STF
Compartilhar matéria

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria por manter o indulto natalino para condenados com pena de até 5 anos. A medida foi decretada em 2022, durante o governo de Jair Bolsonaro (PL).

O relator do caso, Flávio Dino, votou para o indulto continuar sendo aplicado. Ele foi seguido pelos ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Gilmar Mendes, André Mendonça, Edson Fachin, Dias Toffoli e Cármen Lúcia.

O caso é apreciado no plenário virtual e os magistrados têm até esta sexta-feira (21) para registrarem os votos.

Dino argumentou "harmonia" da norma com a Constituição, após o questionamento surgir da Procuradoria-Geral da República (PGR), na época de Augusto Aras.

Segundo o relator, o dispositivo respeita "os limites formais e materiais, expressos e implícitos, exigidos à sua concessão, bem como contempla hipóteses devidamente autorizadas pelo ordenamento jurídico e moralmente admissíveis".

Para Aras, o indulto estendia, de forma desproporcional, o perdão, o que iria contra a Constituição. O ex-procurador também havia pedido uma liminar para suspender o indulto.