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    Supremas cortes, sozinhas, não conseguem vencer extremismo, diz Barroso

    Presidente do STF afirma que civilidade “andou faltando” no Brasil, mas a viagem institucional seguiu com “discordâncias e concordâncias”

    Luís Roberto Barroso
    Luís Roberto Barroso Vinicius Doti/Fundação FHC

    Lucas Mendesda CNN

    Brasília

    O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Roberto Barroso, disse nesta quarta-feira (24) que o Brasil vive um momento de “certa estabilização democrática” depois de o país passar por “momentos difíceis”.

    “Talvez estivéssemos mais perto do que pensávamos do impensável”, afirmou, em uma referência indireta às tramas sobre uma ruptura institucional depois das eleições de 2022.

    “A verdade é que a vida seguiu, as instituições prevaleceram, o Supremo teve esse papel importante, Judiciário teve esse papel”, declarou.

    “A verdade é que supremas cortes não conseguem vencer essa disputa contra o extremismo sozinhas”, disse o presidente do STF. “Portanto o que houve no Brasil foi uma reação, um sentimento majoritário da sociedade com a preservação democrática, a sociedade civil, a imprensa, boa parte da classe política”.

    A fala foi feita durante cerimônia no Ministério das Relações Exteriores, ao lado do ministro Mauro Vieira. Barroso foi condecorado com a Ordem do Rio Branco.

    “Felizmente nós agora podemos seguir viagem, a viagem institucional, que é feita de discordâncias, concordâncias, mas com civilidade, que é o que andou faltando no Brasil durante algum tempo.

    Meio ambiente

    Barroso também disse acreditar que o Brasil pode ser uma referência mundial na área ambiental, e que o Itamaraty pode contribuir com essa missão.

    “Uma grande liderança ambiental global. esse é um papel que cabe ao Brasil e acho que é um papel no qual o Itamaraty, sob orientação do presidente Lula, pode ter um papel verdadeiramente decisivo”, declarou.

    “Estou muito confiante que o Brasil possa ocupar esse espaço globalmente, desenvolvendo uma bioeconomia da Amazônia para dar sustentabilidade a 25 milhões de pessoas que vivem naquela área”.