Suspensão de testes pela Anvisa reforça busca de validação alternativa de vacina

Agência Nacional de Vigilância Sanitária comunicou ao Instituto Butantan que decidiu interromper os testes do imunizante chinês Coronavac

Profissional de saúde segura caixa da Coronavac, vacina contra Covid-19 da chinesa Sinovac
Profissional de saúde segura caixa da Coronavac, vacina contra Covid-19 da chinesa Sinovac Foto: Diego Vara - 8.ago.2020/ Reuters

Fernando Molicada CNN

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A decisão da Anvisa de suspender os testes da Coronavac e a nova manifestação do presidente Jair Bolsonaro contra a vacina reforçaram a estratégia de governadores de utilizar uma lei assinada em fevereiro passado para viabilizar a importação e a utilização do imunizante chinês. 

Sancionada por Bolsonaro, a Lei 13.979 é voltada para o combate ao novo coronavírus e prevê autorização “excepcional e temporária para a importação e distribuição de quaisquer materiais, medicamentos, equipamentos e insumos da área de saúde sujeitos à vigilância sanitária sem registro na Anvisa”.

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Isso, desde que o produto tenha sido autorizado por, pelo menos, uma autoridade sanitária internacional citada na lei – foram listadas as agências dos Estados Unidos, União Europeia, Japão e China.

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), disse à CNN que a validação de vacinas em outros países tornará “mais difíceis protelações por interesses ideológicos ou mesmo comerciais”. Segundo ele, este registro será fundamental para que sejam buscadas “alternativas via Legislativo ou Judiciário”.

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