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    Tabata convida PSDB para ser “parceiro prioritário” na eleição paulistana

    Presidente da sigla na capital paulista, Orlando Faria, vai se reunir com a pessebista na semana que vem

    A deputada Tabata Amaral (PSB-SP), pré-candidata à Prefeitura de São Paulo
    A deputada Tabata Amaral (PSB-SP), pré-candidata à Prefeitura de São Paulo Billy Boss/Câmara dos Deputados

    Pedro Venceslauda CNN

    em São Paulo

    Integrante da base do prefeito Ricardo Nunes (MDB) em São Paulo, o PSDB recebeu um convite formal da deputada federal Tabata Amaral, pré-candidata do PSB na capital, para ser o “parceiro prioritário” dela na disputa pela prefeitura em 2024.

    O presidente municipal da legenda na capital, Orlando Faria, vai se reunir com a pessebista na semana que vem.

    A intenção do governador gaúcho Eduardo Leite, presidente nacional do PSDB, é ter uma candidatura própria e o nome do ex-vereador Andrea Matarazzo está sendo ventilado para retornar ao partido e entrar na disputa.

    No entanto, a tese da sigla indicar um nome de vice não está descartada.

    “Tabata fez um convite mais amplo ao PSDB para ser o partido prioritário dela na eleição em São Paulo e pediu uma agenda formal comigo. Ela estuda muito a cidade de São Paulo e cruza sempre com quadros do PSDB”, disse Faria à CNN.

    A movimentação de Faria gerou uma reação da ala tucana ligada ao prefeito Ricardo Nunes (MDB), que em 2020 foi eleito vice Bruno Covas.

    Esse grupo foi destituído do diretório da capital por Eduardo Leite, mas se autointitulou “Diretório Municipal PSDB de São Paulo Democraticamente Eleito”.

    Na prática, porém, é o grupo de Leite, com Faria à frente, que comanda a legenda na cidade.

    Os dissidentes, liderados por Fernando Alfredo, ex-presidente do partido, lançaram um manifesto de repúdio à aproximação com Tabata.

    “O pedido de reunião com a executiva provisória e ilegítima do PSDB para discutir candidaturas e possíveis alianças demonstram uma postura desrespeitosa e desconsideram não apenas o legado e a memória de Bruno Covas como os processos democráticos internos da legenda”, disse a nota (leia a íntegra abaixo).

    O “manifesto” vai além e critica Eduardo Leite e Orlando Faria.

    “Orlando Faria, seguindo os ensinamentos de seu mentor Eduardo Leite, age de maneira autoritária.”

    Procurados pela CNN, Eduardo Leite não quis se manifestar e Fernando Alfredo não retornou.

    Já Orlando Faria se manifestou. “O grupo do Bruno Covas não se resume às pessoas que sobraram na prefeitura. O Fernando Alfredo tem que decidir se é leal ao partido ou aos cargos que o PSDB têm na prefeitura”, disse Orlando Faria. Não existem dois PSDB na capital”, afirmou Orlando Faria.

    Leia abaixo a íntegra da nota de repúdio à Tabata Amaral

    “O Diretório Municipal Psdb-Sp democraticamente eleito em 17/09/2023 manifesta seu repúdio diante das recentes movimentações políticas da deputada federal Tabata Amaral e do ex-filiado Andrea Matarazzo em relação ao partido e à eleição para a Prefeitura de São Paulo.

    O pedido de reunião com a executiva provisória e ilegítima do PSDB para discutir candidaturas e possíveis alianças demonstram uma postura desrespeitosa e desconsideram não apenas o legado e a memória de Bruno Covas como os processos democráticos internos da legenda.

    Orlando Faria, seguindo os ensinamentos de seu mentor Eduardo Leite, age de maneira autoritária, desrespeitando até mesmo o entendimento de sua própria cúpula, a qual é em sua maioria favorável ao apoio à reeleição do Prefeito Ricardo Nunes.

    A busca por apoio individual, sem considerar as decisões já tomadas pelo diretório municipal do Psdb-Sp, revela uma falta de compromisso com a coletividade partidária e com os princípios democráticos que regem nosso sistema político.

    Salientamos que Eduardo Leite não reconhecer a eleição de Fernando Alfredo como presidente do diretório municipal não lhe dá direito de fazer o que bem entende sem consulta às bases, desconsiderando a forma orgânica e histórica que se organiza o diretório Municipal Psdb-Sp.

    A democracia interna do partido deve ser preservada e a busca por diálogo deve respeitar a militância, a bancada de parlamentares, assim como as lideranças partidárias.
    Repudiamos veementemente qualquer atitude que desrespeite nossos processos democráticos internos e que busque interesses individuais em detrimento do coletivo, principalmente às vésperas do encerramento de uma gestão de tão pouco diálogo e realizações.

    Reafirmamos nosso compromisso com a transparência, a defesa dos princípios que regem a vida partidária, nosso apoio à gestão Bruno Covas e à reeleição de Ricardo Nunes, prefeito de São Paulo em 2024.

    Esperamos que a política possa ser conduzida de maneira ética e respeitosa, considerando o histórico e dimensão do diretório da Capital de São Paulo, assim como o voto daqueles que atuam e elegem os prefeitos deste município.”