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    Tarcísio diz a aliados ser contra CPI da TV Cultura

    Pedido para investigar supostas irregularidades na Fundação Padre Anchieta foi protocolado na quarta-feira (17) na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp)

    Raquel LandimPedro Venceslauda CNN

    São Paulo

    O governador Tarcísio de Freitas é contra a CPI da TV Cultura e vai articular com sua base aliada para esfriar o tema, apurou a CNN.

    O pedido para investigar supostas irregularidades na Fundação Padre Anchieta foi protocolado na quarta-feira (17) na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).

    Segundo pessoas próximas ao governador, Tarcísio vai conversar com a presidência da Alesp porque acredita que o tema não deveria ser objeto de CPI.

    A avaliação do governador é que a estrutura da Fundação Padre Anchieta, que gere a TV Cultura, não incentiva captação de recursos próprios por razões históricas, o que acarreta custos para o Estado que não ocorreriam com uma administração mais empresarial.

    “Melhor do que uma CPI é um estudo que possa propor uma nova estrutura organizacional, que proporcione os ganhos de eficiência que precisamos”, diz uma fonte do governo estadual.

    O controle da Fundação Padre Anchieta, que é regida por um conselho independente que tem forte influência da esquerda, se tornou um foco de atrito dentro do bolsonarismo e na base de apoio de Tarcísio.

    O pedido de CPI foi feito pelo vice-líder do governo, Guto Zacarias (União), e obteve 35 assinaturas, inclusive de líderes do PL, União Brasil, PP, Novo, PDT, PSD, além do próprio Republicanos, partido do governador.

    Segundo deputados ouvidos pela CNN, a CPI não deve prosperar porque seria necessário um acordo de líderes para que ela furasse a fila de outras 5 comissões já instaladas.

    A base de Tarcísio na Assembleia Legislativa passa por um momento conturbado. A CPI é defendida pela ala bolsonarista mais radicalizada, mas não tem respaldo dos deputados moderados.

    Já a oposição se organizou para articular com deputados do Centrão para barrar o movimento no colégio de líderes.

    O Governo de São Paulo repassa por ano R$ 120 milhões para a TV Cultura, mas essa verba cobre apenas a folha de pagamento de 750 funcionários CLT.

    Segundo fontes da emissora, esse valor chegou a R$ 240 milhões em gestões anteriores, mas a verba foi reduzida no governo Rodrigo Garcia. Tarcísio manteve o valor, que não é o suficiente para investimentos.

    A emissora, porém, mantém contratos de prestação de serviços que garantem recursos extras para reforçar a programação.

    Segundo fontes do governo, a gestão Tarcísio avalia que a TV Cultura precisa passar por mudanças “estruturais” na TV e profissionalizar sua administração.