Tarcísio exonera delegado da Cunha da Polícia Civil por abuso de autoridade

O deputado federal foi demitido após processo disciplinar por forjar vídeo de sequestro

Pedro Penteado, colaboração para a CNN Brasil, São Paulo
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O governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos) exonerou o deputado federal Carlos Alberto da Cunha (União Brasil) do cargo de Delegado da Polícia Civil nesta quinta-feira (3), em despacho assinado pelo mandatário estadual.

Conhecido como Delegado Da Cunha nas redes sociais, o parlamentar respondia a processo disciplinar desde 2020, após forjar a gravação de um vídeo com sequestro nas redes sociais.

Investigado pela Corregedoria da Polícia Civil, a corporação o responsabilizou por abuso de autoridade e constrangimento ilegal durante uma operação em 2020 em São Paulo. Após passar pela corregedoria, o Conselho da Polícia Civil decidiu pela demissão do delegado.

O fator determinante foi que Da Cunha chegou atrasado em uma ação policial que desbaratinou um cativeiro, libertando a vítima e prendendo o sequestrado. Após a ação, Da Cunha reencenou a operação para que ela fosse filmada e divulgada em suas redes sociais.

Além do julgamento interno, a Justiça comum o acusou de abuso de autoridade e constrangimento ilegal após simular o flagrante.

Em fevereiro deste ano, o MP (Minsitério Público) o acusou e levou para a Justiça, que o tornou réu. O caso ainda não foi julgado.

A demissão do parlamentar foi recomendada pela Polícia Civil, que ficou em análise na AJG (Assessoria Jurídica do Governo). O ex-governador Rodrigo Garcia (à época no PSDB) teve o processo em mãos para avaliação por pelo menos um mês até ser transferido ao seus sucessor, Tarcísio de Freitas.

De acordo com a lei, apenas o governador pode demitir delegados de Polícia em São Paulo.

A CNN entrou em contato com a equipe do parlamentar, mas ainda não recebeu retorno. O espaço segue aberto.

Além do do processo de abuso de autoridade, Da Cunha já era réu por violência doméstica, após ser acusado de agredir e ameaçar sua ex-companheira de morte em 2023, em Santos. O julgamento deste caso ainda não foi marcado.