Tebet defende bancada feminina na CPI: ‘Somos 52% da população brasileira’

CPI da Pandemia chegou a ser interrompida, nesta quarta-feira (5), após discussão de senadores com a bancada feminina

Anna Gabriela Costa e Rudá Moreira, da CNN, em São Paulo e em Brasília

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Após a discussão entre senadores por causa da participação da bancada feminina nos trabalhos da CPI da Pandemia – a oitiva chegou a ser suspensa por alguns minutos devido à confusão – a senadora Simone Tebet (MDB-MS) defendeu à CNN, nesta quarta-feira (5), a importância da bancada feminina na Comissão. 

Tebet afirmou que as senadoras foram “surpreendidas” com a falta de representatividade feminina na CPI.

“Fomos surpreendidas, inicialmente, porque os líderes não indicaram mulheres. Pedimos ao presidente da Comissão para ter pelo menos o direito de fala no período normal da reunião. A fala do senador Marcos Rogério é inverídica, em nenhum momento estamos pedindo assento na comissão. Sabemos que não temos direito a voto, não podemos apresentar requerimento, apresentar substitutivo de relatório e votar. Mas ficamos na lista que é a última lista, a de não membros”, pontuou a senadora.

A confusão teve início após o presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), permitir que a senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA), membro da bancada feminina, fizesse questionamentos ao ex-ministro Nelson Teich antes dos demais membros titulares da comissão. 

A senadora destacou que “é uma inverdade”  afirmar que a bancada feminina estava pleiteando um assento direito ao voto. 

“Apesar de sermos apenas 12, representamos 52% da população brasileira, nada comove mais a mulher do que a defesa da vida e a busca da verdade em relação a essa pandemia, queremos apenas não ficar para o final da fila. Mas, uma mulher na lista de titularidade, uma na lista de suplência e depois as demais para a lista de não membros. E o presidente Omar, gentilmente, nos concedeu”, afirmou Tebet. 

Mesmo sem a presença de mulheres entre os 11 membros da CPI, as senadoras que fazem parte da bancada feminina podem fazer questionamentos depois dos membros titulares e suplentes da comissão, entretanto, elas não têm direito a voto.

“Nossa luta não vem de agora, temos que matar um leão por dia para empoderar todas as mulheres em todas as áreas. Foi desnecessário, um capítulo triste da história do Senado Federal, que nós da bancada feminina não vamos permitir que se repita”. 

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